quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Special Games

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Um laboratório de aprendizagem organizado por educadores de forma colaborativa. Jogos e softwares utilizados como recursos para o desenvolvimento de habilidades afetivo-emocionais, motoras e cognitivas como as funções mentais superiores e as estruturas de pensamento, especialmente de pessoas com deficiência intelectual.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Prêmio Professora Destaque 2009


Recebi nesta semana o Prêmio Professora Destaque 2009 promovido pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina com destaque pelo profissionalismo e pela tecnologia inovadora em Educação Especial. Estou aguardando a premiação oficial e assim que vier (se vier) publico alguns cliques por aqui.

Mapas Conceituais e Aprendizagem de Crianças com Deficiência Intelectual

Mapas conceituais ou mapas cognitivos são ferramentas utilizadas para organizar e representar o conhecimento. São explicitações das redes de significados que construimos cognitivamente, sendo representadas graficamente através de setas, linhas e sinais semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras.

Originalmente baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, compreende a aprendizagem como resultante da ancoragem de novos conceitos e proposições que se unem a estruturas cognitivas preexistentes. Na interação entre o novo conhecimento e o já existente, ambos se modificam. O processo é dinâmico à medida que o conhecimento vai sendo construído.

O mapeamento conceitual é uma técnica muito flexível, em razão disso pode ser usado em diversas situações e para diferentes finalidades, como técnica didática, estratégia de estudo, recurso de aprendizagem ou meio de avaliação.

Utilizados com vista a promover a aprendizagem de pessoas com deficiência intelectual, os mapas conceituais podem ser importantes recursos que, além de permitir trabalhar com foco no deselvolvimento de habilidades conceituais podem ser utilizados como forma de avaliação das habilidades metacognitivas do aluno, de forma a permitir que o professor identifique no processo de construção do mapa, que elaborações a nível conceital o aluno consegue realizar, ou ainda, quais dificuldades ou associações ainda não consegue estabelecer.

O pensamento analítico, lógico, seqüencial e linear priorizado pelas escolas, muitas vezes dificulta ou impossibilita que o aluno com deficiência intelectual possa registrar os resultados de suas aprendizagens. Neste contexto, inserem-se os mapas conceituais como recursos eficientes que possibilitam ao aluno registrar seus conhecimentos acerca de um tema, pensar sobre seus próprios processos de aprendizagem- uma vez que, ao término do trabalho o aluno deverá fazer a leitura do mapa, tendo que, para isso analisar e refletir sobre sua própria construção, reorganizando seu pensamento através da oralização e identificando acertos e/ou falhas; e, ao professor, permitem acompanhar a evolução dos processos cognitivos do aluno, avaliando de forma qualitativa os resultados, considerando-se que não existem mapas certos ou errados uma vez que estes sempre refletirão a estrutura cognitiva de um indivíduo e servirão como constatações para possíveis intervenções.

Alguns aplicativos são disponibilizados na rede com esta finalidade. Destaco dentre estes um software com funcionalidades e aplicações que se encaixam muito bem ao público com deficiência intelectual.

Inspiration
é um é um programa de criação, edição e exposição de mapas conceituais que permite aos usuários representar suas idéias e conceitos, arranjá-las e agrupá-las de diversas formas. Com um banco de imagens variado e com a possibilidade de importar imagens do arquivo do computador, é possível criar mapas envolvendo diferentes temas e áreas do conhecimento, abrindo um leque de possibilidades educacionais. A possibilidade de criação de mapas utilizando-se apenas de imagens, possibilita que alunos não alfabetizados ou em fase de alfabetização, consigam também registrar suas aprendizagens. O programa permite ainda a inserção de sons, possibilitando trabalhar com outras finalidades.
Outros softwares para criação de mapas conceituais estão disponíveis e podem ser baixados gratuitamente ou utilizados online:
[ Post publicado originalmente na Inclusive: Revista Digital de Direitos Humanos, Cidadania e Inclusão Social ]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

De mudanças, paixões ou inquietações

 Imagem: Dianne Poinski

A gente aprende tanta coisa nesta vida! Aprende a gostar. Sim, as vezes, o que falta de um lado, compensa-se de outro, o que parecia ruim, não é lá tão ruim assim. A gente aprende a dissimular, aprende a mentir e a enganar. Pior de tudo, quando a gente faz isso com a gente mesmo. Aprende a amar e a esperar menos das pessoas. Aprende a não criar tanta expectativa e a dar valor. Aprende a não querer subverter a ordem natual das coisas, aprende que há caminhos a serem percorridos e há que se ter obediência e resignação. Aprende a aceitar que boa parte do que se conquista é merecimento, que poucas coisas vêm de graça e que aquilo que te fará creditar força e  energia em si mesmo são aquelas a que te custaram uma boa dose de suor e lágrimas. Aprende a gostar mais de gente, a valorizar o calor de uma mão, a desejar o bem, a amar apesar de. A abraçar sem receio, a entregar-se sem restrição. Aprende a lembrar e a esquecer. Aprende a superar. E a gente supera tudo. Essa é uma verdade calcificante. A gente aprende a esperar e a superar nossas ansiedades juvenis. E a gente troca o querer pelo entender. Aprende que você nao tem a direção das coisas, ainda que tenha um bom projeto e que o bom da vida é isso, a inconstância, a não certeza, a imprevisibilidade, no quanto de graça tem a surpresa.

Este ano me reservou algumas, e entre esperas e saudades meu caminho vai se desenhando. No fim, talvez, tudo vire saudade. Talvez tudo dê certo. Talvez outros encontros, outras caras, outros abraços, talvez eu chore quando lembre. Talvez eu assuma uma nova função, talvez eu volte pra sala de aula, talvez eu realize sonhos, talvez frustre bons planos, talvez eu escreva para dizê-los. Talvez...

A propósito, este texto era pra dizer de outra coisa. Mas eu aceito o rumo que ele tomou, como dizia Quintana "A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita"


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Seminário de Tecnologia Educacional - 6º Núcleo CPERS - Rio Grande - RS

Aconteceu nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 o Seminário de Tecnologia Educacional, promovido pelo 6º Núcleo CPERS - Rio Grande - RS, do qual participei com  a palestra: Tecnologias Educacionais: Para quem Precisa se Incluir  e uma oficina abordando o tema: Recursos Tecnológicos como Estratégia de Acessibilidade e de Aprendizagem de Alunos com Deficiência Intelectual, onde foram disponibilizados alguns recursos de hardware e softwares acessíveis e facilitadores do aprendizado, especialmente de pessoas com deficiência intelectual, de modo a favorecer a inclusão digital, escolar e social destas pessoas. 
Disponibilizo abaixo o material utilizado durante o evento.
Tecnologias educacionais: para quem precisa se incluir
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O evento contou também com a participação dos colegas Robson Freire, editor do Blog Caldeirão de Ideias Joanirse de Lurdes da Rosa Ortiz, editora do blog Mídias na Educação, José Antonio Klaes Roig, que mantem os blogs educacionais Educa Tube e Letra Viva, e da colega Janaina Martins do Núcleo de Tecnologia Educacional da cidade de Rio Grande.

O material está disponibilizado na íntegra no blog Educa Tube.

Agradecimento especial ao amigo José Roig pelo convite e pela agradável companhia e à Rita e ao Alexandre pela calorosa acolhida. De resto, fica a saudade do tempo bom vivido em companhia das pessoas queridas que conheci e/ou reencontrei....Robson, Jo, Jana, Zé e Luiz e destes instantes,  as tantas  imagens que seguem coladas à retina.
Alguns cliks do evento: