quarta-feira, 7 de maio de 2008

Torre de Hanoi

Mais uma atividade que considero excelente para trabalhar com alunos com deficiência intelectual, por dar ao professor a possibilidade de acompanhar o processo de raciocínio do aluno e a capacidade de resolução de problemas. Pode-se começar com um número reduzido de discos e ir aumentando o grau de complexidade conforme o aluno for superando as dificuldades.
As Torres de Hanói são um quebra-cabeças que consiste em uma base contendo três pinos, onde num deles, são dispostos sete discos uns sobre os outros, em ordem crescente de diâmetro, de cima para baixo. O problema consiste em passar todos os discos de um pino para outro qualquer, usando um dos pinos como auxiliar, de maneira que um disco maior nunca fique em cima de outro menor em nenhuma situação. O número de discos pode variar sendo que o mais simples contém apenas três.

As Torres de Hanói tem sido tradicionalmente considerada como um procedimento para avaliação da capacidade de memória de trabalho, e principalmente de planejamento e solução de problemas.

A Lenda
Existem várias lendas a respeito da origem do jogo, a mais conhecida diz respeito a um templo cosmopolita holandês, situado no centro do universo sub-aquático oceanico. Diz-se que Brahma supostamente havia criado uma torre com 64 discos de ouro e mais duas estacas equilibradas sobre uma plataforma. Brahma ordenara-lhes que movessem todos os discos de uma estaca para outra segundo as suas instruções. As regras eram simples: apenas um disco poderia ser movido por vez e nunca um disco maior deveria ficar por cima de um disco menor. Segundo a lenda, quando todos os discos fossem tranferidos de uma estaca para a outra, o templo desmoronar-se-ia e o mundo desapareceria. Hans supostamente inspirou-se na lenda para construir o jogo, o qual tornou-se muito popular na China Oriental.

Soluções:
Solução do problema com uma torre de quatro discos.É interessante observar que o número mínimo de "movimentos" para conseguir transferir todos os discos da primeira estaca à terceira é 2n-1, sendo n o número de discos. logo:

Para solucionar um hanoi de 3 discos, são necessários 2³ -1 movimentos = 7 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 7 discos, são necessários 127 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 15 discos, são necessários 32.767 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 64 discos, como diz a lenda, são necessários 18.446.744.073.709.551.615 movimentos.

Você pode jogar aqui ou aqui ou fazer o download aqui. Uma dica do meu amigo Frederico do Teia é que o jogo também pode ser acessado através do GCompris que sugeri alguns posts abaixo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pandorga Gnu Linux

O Pandorga é uma distribuição GNU/Linux baseada no Kurumin e Debian com o propósito ser usada em laboratórios de aula das escolas de ensino fundamental e por alunos desta faixa etária. Este é um Software Livre gratuíto que pode ser adquirido e utilizado livremente sob a licença GNU/GPL.
Focado no uso educacional fundamental, sua apresentação é limpa, organizada e divertida, permitindo que os pequenos usuários se divirtam e não desviem o foco do aprendizado durante as aulas. Uma das exigências deste sistema é estar devidamente traduzido para o português com uma linguagem voltada às crianças.
A distribuição desenvolvida foi batizada de Pandorga GNU/Linux, nome gaúcho para papagaio ou pipa, que simboliza a liberdade de vôo, ou, a liberdade de novos horizontes, novos conhecimentos e possibilidades através de uma brincadeira infantil.
O Pandorga reúne uma série de softwares educacionais como o Gcompris que também está incluído.

domingo, 27 de abril de 2008

Sobre Blogar

Depois da última que li no Blog da Vanessa, o Ciberespaço na Escola relatando uma pesquisa realizada na Austrália e divulgada pelo ABC News que diz que blogar faz bem à saúde deixando as pessoas menos ansiosas e deprimidas, li esta postagem do Saber é Bom Demais que apresenta uma notícia publicada no The New York Times no início deste mês. Segundo o grande portal, na Flórida, um problogger na área de tecnologia, morreu de ataque cardíaco aos 60 anos. Em dezembro passado, outro blogueiro de 50 anos, já havia falecido por problemas cardíacos e um terceiro blogueiro, este de 41 anos também teve um infarto, porém sobreviveu.
Tirando a veracidade e a possível relação das mortes com o fato de serem blogueiros profissionais - porque não sei desde quando isso existe mas o fato é que virou profissão - a conclusão que chego é que blogar pode diminuir a ansiedade ou aumentá-la; deixar as pessoas mais felizes ou torná-las ainda mais infelizes; tornar a vida melhor ou gerar um mal súbito e em casos extremos, levar à morte; te realizar, ou invariavelmente, induzir à frustração; servir para ocupar seu tempo ocioso ou te escravizar.
O fato é, que em excesso até água faz mal.
Particularmente não tenho compromisso nenhum com meu blog que possa provocar algum tipo de reação adversa. O que faço, faço a meu bel prazer e no intuito de eventualmente auxiliar as pessoas com algumas dicas e umas coisinhas para pensar...
Blogar me dá prazer e me faz feliz... Desse mal eu não morro!

domingo, 20 de abril de 2008

Narcisistas... ou mal educados?

Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.
É final de semana... você resolve sair um pouco da rotina. Um evento que vai escolher a mais bela representante da sua cidade num concurso de beleza é a opção.
Você se programa para não chegar atrasada e para conseguir um bom lugar na arquibancada que nesses dias fica lotada.
Você consegue chegar no horário previsto, ainda há alguns lugares vagos... você escolhe o lugar, distribui as almofadas para ficar mais confortável, senta-se e aguarda o início do desfile. O ginásio lota e em pouco tempo já não há mais lugares. Aí você comemora sua visão privilegiada e o fato de não estar no meio daquela balbúrdia, espremida como uma sardinha enlatada. Doce ilusão...
Uma meia dúzia de desavisados resolvem, ignorando toda a platéia que está atrás posicionarem-se em frente...e em pé. ( mesmo com alguns lugares ainda vagos na primeira arquibancada).
A visão da beleza é substituída pela visão de corpos na sua frente, que indiferentes ao transtorno que estão causando continuam ali, como se no mundo só existissem eles e seus umbigos.
Você tenta ser educada...
Tentativa 1: Moço, será que você pode se sentar? Está atrapalhando...
Ele ouve, vira-se para trás, fala qualquer coisa, senta um pouco, levanta...
Você parte para ironia:
Tentativa 2: ( fala bem alto) Ainda bem que tem gente que se importa com os outros!
Nesse interim já se formou uma barreira intransponível na sua frente, todo mundo ouve, mas faz de conta que ninguém ouviu.
Você tenta, por um vão, em vão...A essa altura do campeonato seu bom humor e sua paciência já foram pro espaço...
Tentativa 3: Você só tenta se acalmar e não perder o controle de vez!
Tentativa 4: você tenta encontrar a saída, pega a sua almofada e vai embora.
No caminho para casa você reflete, num misto de decepção e frustração:
Concurso de beleza... O que você assistiu foi um espetáculo de falta de educação. Malditos narcisistas!!! Loucamente apaixonados por si mesmos... O que falta à uns, sobra a outros. Como denominar esse sentimento "demasiadamente excessivo"? Amor próprio ou impróprio?
Que Freud explique porque eu definitivamente não entendo.
E que me perdoem os leitores desse espaço o desabafo, mas aqui a gente fala de educação e educação.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Hoje é dia de Blogagem Coletiva: O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?



De formação pedagoga, com especialização em alfabetização já trabalhei diretamente alfabetizando. Hoje posso dizer que meu trabalho reflete indiretamente nessa área. Atuo em uma escola de Educação Especial, APAE. Sou muito a favor da inclusão e acho que este é o caminho para uma sociedade menos desigual, segregacionista e excludente, embora acredite que a inclusão escolar é apenas uma faceta da questão que é muito mais ampla e complexa. Os desafios são permanentes.
Já tive a felicidade de ver alunos especiais adultos se alfabetizando, isso me fez crer ainda mais na possibilidade e na capacidade de superação de limites destas pessoas quando utilizados recursos e estímulos eficientes e quando respeitadas as diferenças individuais. Um investimento de anos a fio, de trabalho árduo e diário, sem desacreditar nunca na possibilidade da aprendizagem.

O trabalho com crianças com deficiência intelectual em idade escolar está voltado hoje, ao desenvolvimento das funções psicológicas superiores, propondo-se a mediar processos de elaboração conceitual a partir dos pressupostos histórico-culturais, para que dessa forma possam desenvolver, entre outras habilidades, a de leitura e escrita.

Mas alfabetizar sujeitos com algum tipo de deficiência é uma tarefa que vai muito além da simples decodificação de símbolos, passa por ampliar o sentido da palavra alfabetização, que nesse enfoque não pode ser visto apenas no seu sentido acadêmico, intelectualizado, mas numa abordagem mais ampla de forma que esse processo sirva como suporte para a sua independência como indivíduo inserido num plano social.

Alunos com deficiência necessitam de um olhar diferenciado, de um projeto que inclua sem desconsiderar as especificidades que lhes são próprias. Existem limitações e existem incapacidades, mas existem os que aprendem o que todos aprendem de formas diferentes...E se olharmos por essa ótica muita coisa se torna possível.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Dia do Índio e Currículos Turísticos

A exemplo de outras datas, dia da mulher, dia do excepcional, mais uma que a meu ver deveria ser abolida por razões óbvias. Ao serem "comemoradas" essas datas reforçam quem são as minorias silenciadas na nossa sociedade. Já falei um pouco disso aqui.
A educação, enquanto processo dialógico, formativo e transformativo supõe não apenas uma reprodução do saber e da(s) cultura(s) mas também uma produção de novos saberes e de novas expressões culturais, o que significa uma educação menos reprodutiva e mais produtiva.
Mas a realidade é outra. A escola ao longo da história privilegiou os herdeiros de uma cultura dominante em detrimento de outras tantas. Isso é visível quando nos currículos comtemplamos essas datas de forma descontextualizada aos quais denominamos currículos turísticos, aquelas datas visitadas com dia e horário marcado... O índio estudado apenas no seu dia, e totalmente esquecido ao longo do ano escolar.
Uma prática que valorize as diferenças transporta para a escola os saberes do quotidiano dos diversos grupos, trabalhando-os, não de forma esporádica e fragmentada, mas contextualizada e vivenciada por processos interagidos. Um currículo multiculturalista e anti-marginalização é aquele que se propõe a trabalhar as questões de preconceito e discriminação em todos os momentos, em todas as tarefas acadêmicas.
Por conta de idéias reducionistas e generalizantes essas minorias continuam excluídas e marginalizadas, como por exemplo as que concebem índios como canibais ou infanticidas. Ora, não seria o mesmo que dizer que todos os homens brancos ateam fogo em índios ou espancam empregadas domésticas? O discurso da alteridade pode ser interessante para analisarmos a ótica das coisas...
Nem discurso progressista, nem justificado pelo viés da solidariedade, isso é apenas uma análise teórico/reflexiva que visa trazer ao debate questões muitas vezes cristalizadas no imaginário das pessoas de formas equivocadas.
É preciso trazer à tona estas questões e é no interior das salas de aula que ocorrem processos de reflexão, democratização, participação, estudo, trocas, questionamentos, rupturas, desmistificação ou num outro extremo: reprodução, alienação, silenciamento, opressão, submissão, marginalidade.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Inteligência Artificial

Educação, educação especial e tecnologias...nos meandros desse meu universo profissional, me deparei com um texto sobre Inteligência Artificial.

“Inteligência Artificial (IA) é a área da ciência da computação orientada ao entendimento, construção e validação de sistemas inteligentes, isto é, que exibem, de alguma forma, características associadas ao que chamamos inteligência”.(Rich & Knight, 1994)
Lembrei do filme com o mesmo tema de Steven Spielberg. Numa Terra futurista, onde parte das terras foi inundada pela elevação do nível dos mares e andróides convivem com os seres humanos, um cientista resolve, após perder seu filho, criar um robô com todas as características daquele - inclusive a capacidade de pensar e sentir.
Poderíamos pensar que isto é apenas uma obra de ficção. Sim, isto é ficção científica. Mas esse esforço pseudo criador do homem já o fez descobrir formas de clonar o ser humano, e isso é real.
Várias histórias e vídeos inclusive infantis como a de Pinóquio e da família Jetsons simulam a vida de bonecos e robôs que se tranformam ou convivem com humanos como se fossem os próprios e criam no imaginário das crianças essa possibilidade.
Conviverão eles com estes seres fictícios? Devo confessar que isso muito me espanta. Os estudiosos afirmam: Em 20 ou 30 anos, teremos capacidade tecnológica para construir um robô com a mesma quantidade de computação do cérebro humano.
Dados e comparações:
Os cérebros e os computadores digitais executam tarefas bastante diferentes e têm propriedades distintas. Existem 1000 vezes mais neurônios no cérebro humano típico do que portas lógicas na CPU de um computador de ponta típico. A lei de Moore* prevê que por volta de 2020, o número de portas lógicas da CPU será igual ao número de neurônios do cérebro humano. É claro que pouco se pode deduzir de tais prognósticos, além disso, a diferença na capacidade de armazenamento é secundária em comparação com a diferença em velocidade de comutação e em paralelismo. Os chips de computadores podem executar uma instrução em um nanosegundo, enquanto os neurônios são milhões de vezes mais lentos. Porém os cérebros mais do que compensam essa diferença, porque todos os neurônios e sinapses estão ativos ao mesmo tempo, enquanto a maioria dos computadores atuais tem apenas uma ou no máximo algumas CPUs. Desse modo, embora um computador seja um milhão de vezes mais rápido em velocidade de comutação bruta, o cérebro acaba sendo 100.000 vezes mais rápido no que faz.
* A Lei de Moore diz que o número de transitores por polegada quadrada dobra a cada período de 1 a 1,5 ano. A capacidade capacidade do cérebro humano dobra aproximadamente a cada período de 2 a 4 milhões de anos.
Se as estatísticas se confirmarem, não há dúvida...em breve o modelo Jetsons será o novo modelo de estrutura familiar.Já começo a imaginar... modelo de casa perfeita, a matriarca(euzinha) mulher vaidosa, sempre em busca de modernidade e excelente dona de casa, tem uma Rose vinte e quatro horas inteiramente a seu dispor - logo eu que não tenho nem empregada..." Rose, lê meus emails, Rose, leva as crianças pra passear, Rose, prepara o jantar"...nunca mais precisar passar roupas...Perfeito!
Mas como isso é apenas um sonho futurista e eu não tenho uma Rose, eu paro por aqui, tenho uma pilha de louça pra lavar...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Orca: Software livre e acessibilidade aos cegos

Quando falamos em acessibilidade à pessoas cegas e em leitores de tela, o software mais difundido hoje é o Dosvox desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro . Trata-se de um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto grau de independência no estudo e no trabalho. O dosvox está disponível para download aqui.

Mas em se tratando do Linux, o sistema operacional Fonte Aberta mais difundido entre usuários domésticos, existe o Orca. O Ubuntu Linux, a terceira distribuição Linux conhecido em todo o mundo, além de ter vários aplicativos, possui essa ferramenta de acessibilidade que permite a utilização pelos deficientes.

A distribuição Ubuntu traz uma vantagem: Ela roda a partir do CD, o que permite primeiro testar a navegação no sistema, para depois decidir se quer instalar ou não. O Fato do Orca poder ser ativado nessa circunstância, permite até que um cego instale o sistema na máquina com o auxílio por voz, ao passo que no Windows ele precisará de alguém que enxerga, pois não terá leitor de tela nessa etapa. Assim sendo, formatar o sistema e instalá-lo fica completamente acessível a uma pessoa cega, o que antes não era.
Site para baixar o Ubuntu: http://www.ubuntubrasil.org/Procure a versão Desktop CD.
A vantagem da utilização de um software livre, é que podendo seu código ser alterado por qualquer programador, cada usuário pode fazer as modificações que julgar convenientes, os problemas no caso de um bug, por exemplo (falhas no código fonte) também podem ser resolvidos num menor espaço de tempo e de forma mais econômica.

sábado, 5 de abril de 2008

Designer: Acessibilidade é bom para você também.

"Neste momento, enquanto você lê esse texto, você pode achar que a fonte está grande ou pequena demais para a sua vista. Se você tem um mouse com rodinha de rolagem, você pode segurar a tecla Ctrl (windows) ou Command (mac) e girar a rodinha; o texto vai aumentar ou diminuir..."

Essa dica do Frederick Van Amstel e muitas outras, estão no novo site sobre acessibilidade na web: O
Acessibilidade Legal lançado pelo Marco Antônio de Queiroz, responsável pelo Bengala Legal.

Coincidentemente recebi essa notícia hoje, há pouco acabei de fazer algumas alterações no layout do "Sobre Educação", algumas destas, pensando na acessibilidade dos leitores deste espaço.
O Conteúdo principal do site, por exemplo agora está à esquerda - Os softwares de leitura lêem um site da esquerda para a direita, e de cima para baixo, da forma como estava - menu lateral à esquerda - todo o conteúdo do menu seria lido antes do artigo, que é o que realmente interessa ao visitante.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Blogagem Coletiva contra o Analfabetismo

De iniciativa da blogueira Georgia Aegerter do Saia Justa está lançada a blogagem contra o analfabetismo. A iniciativa é nobre e a análise da Georgia fundamenta a necessidade e a emergência de se tratar dessa questão. Acompanhe a matéria, pegue seu selinho e participe da campanha.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Inspiration

Já comentei sobre o FreeMind há alguns posts atrás, mas para quem gosta de trabalhar com mapas mentais esse sai na frente por vários motivos, para quem é da área da educação especial ou adepto dos recursos visuais, principalmente por ter um banco de imagens variado que imprime maior dinamicidade ao trabalho e facilidade de se estabelecer relações, permitindo desenvolver a técnica mesmo entre alunos não alfabetizados. Destaco aqui duas versões: O Inspiration e o Kidspiration, este mais voltado ao público infantil.
Os mapas mentais são conhecidos como ferramentas da inteligência. Comecei a utilizar a técnica como forma de estudar os textos de um curso que fiz no ano de 2007, comprovei na prática o que já sabia na teoria. A facilidade de compreensão quando selecionamos expressões ou palavras chaves e a partir destas estabelecemos outras tantas relações hierarquicamente, é sem dúvida muito maior do que quando utilizamos um texto discursivo. Parece que as coisas, antes complicadas vão durante o processo, estruturando-se e tornando-se mais claras. Outra vantagem é na exposição de trabalhos onde dispomos de um recurso cognitivo importante não só para quem expõe mas também para o ouvinte, que consegue acompanhar melhor o seu raciocínio.

O trabalho com alunos com deficiência intelectual vem caminhando no sentido de entender como estes aprendem, ou seja que processos de elaboração conceitual desenvolvem para se chegar ao conhecimento, aos conceitos.

Vejo no trabalho com mapas mentais um recurso excelente para a finalidades acima descrita, onde o professor pode acompanhar o processo e a reflexão que o aluno faz num determinado trabalho.

Usando recursos como balões, setas, imagens, cores há uma maior facilidade de compreensão e de memorização, e o mais importante, as relações que se estabelecem são um exercício da metacognição, onde refletimos sobre a forma como pensamos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Lógica de Criança

Mãe... hamster é rato?
Ah filho, ele é um roedor, deve ser da família dos ratos.
Humm...então devem ser os primos ricos do rato.

Filho...vai guardar os seus brinquedos...
No momento "estarei" ocupado, deixe seu recado que respondo mais tarde.

Filho, vai tomar banho. Tô sentindo um cheirinho!!!
Ah deve ser o meu gambá interior.

Mãe, você já conversou com o coelhinho da páscoa?
Não filho...( já pressentindo a jogada)...
É, acho que vocês nem iriam se entender mesmo, ele deve falar coelhês.

Mãe, sabe qual o vulcão mais animal que existe?
O Dragão.

Do alto dos seus recém completados 7 anos de idade, essas foram as últimas do Gianluca. Minha tecla F12 ultimamente não tem funcionado corretamente, acho que o uso intenso tem deixado ela meio debilitada ( acho que contrariei as pesquisas), mas enfim...acabei esquecendo-me de outras tantas pérolas...porque ele tem vivido sua fase operatório concreta intensamente, todo dia tem uma nova...

Nessa fase, que segundo Piaget dura dos 6/7/8 aos 11/12 anos de vida, (existem variações nos dados o que também se aplica às crianças dependendo dos estímulos...) a criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos. Esse estágio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos.

Contudo, embora a criança consiga raciocinar de forma coerente, tanto os esquemas conceituais como as ações executadas mentalmente se referem, nesta fase, a objetos ou situações passíveis de serem manipuladas ou imaginadas de forma concreta.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Dica legal: Lente de aumento do Windows

Ferramenta auxilia pessoas com visão subnormal:
O sistema operacional Windows, Win 98, Win ME, Win XP, Win 2000, Win 2003, vem com recurso de acessibilidade para deficientes visuais. Um dos recursos é uma lente de aumento, onde metade da tela fica ampliada em até 6x e outra metade permanece na sua configuração de vídeo padrão. Nesse mesmo recurso pode-se fazer uma inversão de cores.

Como usar:

A lente de aumento é um componente do Windows, sendo assim, o seu sistema pode já estar com esse recurso. Caso não esteja, através de um CD de instalação de seu Windows você poderá acrescentar este recurso.

Para acessar a lente de aumento entre no menu iniciar - programas - acessórios - acessibilidade - lente de aumento.

Caso esse componente não tenha sido instalado em seu computador, vá no menu iniciar - configurações - painel de controle - adicionar ou remover programas - vá na opção instalação do Windows (se for win XP ou 2000 a opção é instalar componentes no Windows), entre em acessibilidade e selecione lente de aumento, insira o CD de seu Windows e clique em avançar. Sua lente de aumento já está instalada.

Alterar Ponteiro do Mouse:

Você pode também alterar o ponteiro de seu mouse, trocando a cor, colocando rastro para facilitar a visualização, e ampliando. Para fazer essas alterações vá no menu iniciar - configurações - painel de controle - mouse - selecione ponteiro e configure da melhor maneira para sua acessibilidade.

Outros softwares para ampliar tela, acesse o link e faça o download:

segunda-feira, 24 de março de 2008

Descaminhos...

Separação por Nota
Li essa matéria no blog A metamorfose da Libélula.
Essa leitura me fez recordar uma história que ouvi no início de minha formação... uma pessoa morre e alguns séculos depois é surpreendida com a notícia que voltaria à este mundo para dar continuidade à sua evolução. Chegando aqui percebe aterrorizada que não conseguirá cumprir a sua missão. Estivera por tempo demais afastada, tudo está diferente, sobreviver neste mundo torna-se uma missão impossível. Os avanços tecnológicos... os hospitais, os caixas eletrônicos, as ruas, as sinaleiras que fotografam, o celular, o computador! Não!!! Definitivamente não! Impossível sobreviver por aqui. Já convencida de que não dará conta de tão difícil e inconcebível experiência, se vê de repente diante de uma escola. Sua última tentativa. Preparada para mais surpresas, ela decide entrar, crente que será só mais uma diante das tantas que já tivera.
A surpresa seria ainda maior...
O que encontrou? Uma escola exatamente igual à que frequentara há alguns séculos passados...Impressionante!!!! A sineta, o relógio, os muros altos, as carteiras enfileiradas... tudo exatamente como estava antes da sua partida. Como sentia-se bem, feliz!!!
Ela havia decidido, ficaria por aqui.
Realmente... tem coisas difíceis de se entender em educação. Em tempos em que falar de inclusão não deixa mais ninguém de cabelo em pé e que mesmo longe do que se julga ideal, trilhando por caminhos tortuosos, mas já encarada sob o prisma da possibilidade e da necessidade... em tempos de valorização da diferença, há quem ache que trabalhar com a competição e com a desigualdade é reproduzir exatamente o que acontece lá fora...