domingo, 13 de julho de 2008

Hércules e Jiló

Fazia tempo que estava procurando, mas não conseguia encontrar o link para fazer o download. Encontrei, ele pode ser feito aqui.
O software educativo "Hércules e Jiló" foi idealizado para servir de apoio a intervenções pedagógicas no campo das Ciências Naturais, abordando conceitos relacionados com os seres que existem na Terra (diversidade, características, classificação, relações tróficas, ambientes naturais e construídos etc.).

Hércules é o nome de um menino, Jiló é seu cachorrinho. Eles não existem de verdade, mas se transformaram em personagens principais de um programa de computador educativo, criado na Faculdade de Educação (FE) da Universidade de Brasília (UnB). O programa oferece dez jogos que podem ser utilizados pelas crianças no próprio computador ou fora dele, desde que sejam impressos em papel e montados, como dominós. “Nossa idéia é mostrar que as crianças com necessidades especiais são capazes de aprender”, afirma a professora Amaralina Miranda, especialista na área que conclui no ano de 2005 o doutorado sobre o assunto, na Universidade Nacional de Educação à Distância, em Madrid, na Espanha. No programa, as imagens são alegres e coloridas para chamar a atenção e despertar o interesse pelo aprendizado.
Segundo a psicóloga, o programa é recomendado para crianças com necessidades especiais, mas pode ser utilizado por qualquer uma sem maiores dificuldades. Pelo material, elas entram em contato com as ciências naturais, com imagens animadas e as palavras correspondentes, seguindo uma linha Construtivista, que parte do princípio que a criança constrói o seu saber a partir das influências do meio e das situações de aprendizagem que ela vivencia. O diferencial é que o instrumento foi criado por pedagogos, entre eles o professor da FE, Gilberto Lacerda em parceria com bolsistas do curso de Engenharia de Software e não apenas por profissionais da Informática, o que é mais usual. Por isso, ele tem uma linguagem adequada e consegue atingir o público alvo.
O software já foi validado por 50 professores da Secretaria de Educação do Distrito Federal, que também deram sugestões para aprimoramento e foi aplicado em duas turmas, ao todo, com 18 estudantes, nas escolas da 410 sul e Escola Normal de Brasília. A experiência demonstrou que o programa é um excelente material de apoio ao trabalho docente, pois instiga no aluno construções mais elaboradas através do lúdico, ou seja, elas aprendem brincando.
Ao todo, 600 cópias do material financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) serão distribuídas por todo o país.
Para saber mais: Hércules e Jiló

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Entre iguais e diferentes

várias formas humanas sobrepostas As vezes eles me fazem rir; noutras, me emocionar; muitas vezes, pensar...
Uma aula, um bate papo virtual...
Ele, Ju...alegre, dócil, talentoso, mãos habilidosas, exímio dançarino, meiguice em pessoa, síndrome de down.
Conversa vai, conversa vem...eis que a professora chama para conversar um aluno...
Do outro lado, um menino de mesma síndrome.
Jú olha para a tela...seus olhos se iluminam , sua boca se abre num largo sorriso, ele exclama como se estivesse diante de um espelho:
_ Ele é igual eu!!!
Ô conversa animada! Dispensa até a apresentação, parece se conhecerem de longa data, muita coisa pra contar, muito por dividir...Uma identificação fisionômica... Mas não só. Talvez de sentimentos, de emoções...Talvez ele descubra que entre tantas pessoas, exista mais um com dificuldades, alegrias, frustrações, desejos, angústias semelhantes às suas.
Esse fato me fez pensar sobre a necessidade de identificação com nossos pares. O outro constrói a minha subjetividade, e muitas vezes, temos no outro o reflexo de nossa própria imagem, daí a necessidade de aproximação com nossos semelhantes. Necessitamos dessa convivência, desse (re)conhecimento.
Por outro lado, mesmo estes iguais são, sob um outro foco, totalmente desiguais.
De modo geral é comum termos uma idéia equivocada de que entre pessoas com deficiência intelectual existe uma universalidade de características comuns à todos, como se todo autista ou síndrome de down fosse exatamente igual à todos em condição semelhante, negando-se a substancialidade destes sujeitos. Não temos todos especificidades? Não somos todos diferentes uns dos outros? Por que com eles seria diferente? A deficiência é uma característica da pessoa, não a própria pessoa.
No entanto, reconhecer-se, identificar-se, ter necessidade da convivência com nossos iguais não significa isolar-se, segregar-se, excluir-se ou excluir.
Conceitos inseparáveis, igualdade e diferença parecem andar sempre juntas. Inclusão e exclusão também. Uma só existe em função da outra. Se tanto apregoamos a tal da inclusão é porque de fato ela ainda não existe, porque ainda existe preconceito, resistência à mudança, exclusão.
Na mesma proporção, necessitamos do convívio com nossos iguais e com nossos diferentes.
Do convívio com as pessoas surgem afinidades e discrepâncias, sendo ambas importantes para a formação do todo humano que somos. Entre iguais aprendemos a nos reconhecer; entre diferentes, a nos respeitar.

domingo, 22 de junho de 2008

Hibernando

urso polar dormindoOs termômetros chegando à casa dos quatro graus negativos no planalto serrano. Passei o final de semana praticamente hibernando, apenas uma pequena pausa para as refeições e uma passadinha por aqui quebraram essa rotina letárgica.
As mudanças climáticas não afetam apenas a vida selvagem, tive uma prova disso nesses últimos dias. A fome diminui se o corpo não necessitar se exercitar, o ritmo respiratório também...( sufocado embaixo das cobertas).
Gosto de muita coisa no inverno: a moda ( elegantérrima), chocolate quente, sopa de agnoline, pijama de flanela, família reunida em volta de fogão de lenha, pinhão na brasa, cobertor, abraço... Bom demais!
Mas gostei também dessa idéia de hibernar! De quebra ainda ia poder perder uns quilinhos. Tudo de bom!Pena que o ser humano descobriu outras formas de combater as adversidades climáticas...Agora, resta encarar o frio!

Acontece

logo do EducaCampNo dia 28 próximo, acontece em São Paulo o EducaCamp, primeiro encontro de professores blogueiros. O evento acontece no Espaço Gafanhoto, localizado na Av. Rebouças, 3181 - Jardim Paulista. De iniciativa das colegas de portal, Ceila Santos e Lucia Freitas do Desabafo de Mãe e da Cybele Meyer do Educar Já, o evento em formato de desconferência promete altas discussões envolvendo a temática educação/tecnologia. Algumas idéias do que o pessoal estará debatendo por lá está está na pauta do EducaCamp. Aos colegas que estarão participando, o desejo de que aproveitem e se divirtam... afinal, este será para muitos o momento em que o virtual se materializa e que além do aprendizado coletivo, novas amizades se fazem.
A mim, que não poderei estar presente resta aguardar as novidades ( morrendo de inveja).
Maravilhoso encontro à todos!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Recursos de acessibilidade no Sobre Educação

símbolo da acessibilidade à webUm dos critérios importantes para acessibilidade nas páginas é a equivalência textual para imagens, caso não exista esse recurso os leitores de tela não conseguirão interpretá-la.
A existência de uma imagem ou gráfico sem esse recurso pode ser detectada de algumas formas, alternativas ou não, dependendo do software de fala utilizado. Alguns ficam em total silêncio, outros ainda produzem alguma expressão do tipo "gráfico", ou "imagem", sem que se compreenda o porquê de sua existência.
Na intenção de tornar o "Sobre Educação" um pouquinho mais acessível acabei de testar esse recurso na imagem desse post, um complemento bastante simples mas que pode fazer a diferença para um usuário cego.
As etiquetas (tags) e atributos de imagens em html podem ser "trabalhados" de forma que sempre que passarmos por uma imagem, seja de gif ou jpg, aparecerá uma descrição indicando do que se trata. O maior responsável por esse "milagre" de tornar possível a leitura de imagens é o atributo "alt" (alternat text), que em uma etiqueta de imagem ficaria da seguinte forma:
<img src="imagem.gif" alt="pequena descrição da imagem" >

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Por uma Educação Artesanal

mulher com ferramentas se auto-esculpindoEscola, escola, escola... sou estudante, sou educadora, sou mãe...
Como educadora procuro exercer minha profissão segundo minhas convicções que insistem em não me deixar esquecer que cada criança é única e necessita ser respeitada e estimulada de acordo com o seu processo de desenvolvimento seja ele natural ou prejudicado por fatores diversos.
Como mãe sofro por perceber que alguns professores não pensam exatamente dessa forma.
Sei das dificuldades da inclusão e da luta dos pais que não se acomodam diante das adversidades encontradas ao longo do percurso.
Mas percebo que não é apenas a criança com deficiência que sofre. Sofre também a criança hiperativa, sofre a criança que é tida como imatura, sofre a criança tímida, a insegura, a que tem alguma dificuldade de aprendizagem...Enfim, sofrem todos os que de uma forma ou de outra diferem da maioria, não se encaixam na forma... porque a escola, affff!!!!! A escola ainda não consegue trabalhar com as diferenças. Será que um dia conseguirá?
O problema é que em algumas escolas (ou seria a maioria?) usa-se apenas um tipo de forma, inclusive no tamanho. Alguns ficam espremidos, apertados, sufocados, pobres coitados!!! Magrinhos, gordinhos, baixinhos ou mais altos, todos, sem excessão precisam caber nela, não existe outra opção. Escolas falidas, fadadas ao fracasso por falta de formas.
No preparo da massa, os mesmos ingredientes e nas mesmas quantidades, sempre...O ritual, repetido exaustivamente, tudo muito previsível e friamente calculado. Se ocorre um imprevisto: o dia mais quente, a massa cresce mais rápido...ou, dia mais frio e a massa demora a crescer, seja o que Deus quiser...
As vezes quando percebe-se que a massa não está a contento, pode-se repetir o processo, quantas vezes isso se fizer necessário, ainda que os procedimentos sejam exatamente os mesmos. Algumas vezes, ela não passa nos testes de qualidade e é reprovada.
Tal qual numa linha de montagem a igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. Produção em série e controle de qualidade, são as metas desse modelo. Os produtos que não se encaixam nesse padrão são descartados ao longo do processo. Alguns são banidos logo na primeira seleção.
Os operários? Ah! não são eles os únicos responsáveis. Sobrecarga de trabalho, caixas e mais caixas de produtos empilhados (ou seria enfileirados?) na sua frente, os salários baixos muitas vezes obrigam-nos a ter que trabalhar em várias fábricas!
Enquanto isso continuamos sonhando com uma educação mais artesanal, onde cada obra, ainda que haja a intenção de torná-la igual sempre acabará ganhando um toque especial que a diferencia da original...Com o dia em que pudermos ajudar a modelar cada uma dessas esculturas que passam pelas nossas mãos e vê-las como obras únicas e especiais.
Antes talvez, o educador precise auto-esculpir-se, conscientizar-se da sua responsabilidade, refazer sua dignidade e encontrar seu valor.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Windows Vista: Limite o acesso dos seus filhos à Internet

Conheci esta semana uma ferramenta do Windows Vista: "Controle dos Pais", um utilitário bastante interessante aos pais que querem acompanhar ou limitar o acesso dos filhos à internet.

Configurar Controle dos Pais

Você pode usar o Controle dos Pais para ajudar a gerenciar o modo como as crianças usam o computador. Por exemplo, você pode definir limites no acesso das crianças à Web, os horários em que elas podem fazer logon no computador, bem como os jogos que podem participar e os programas que podem executar.
Quando o Controle dos Pais bloqueia o acesso a uma página da Web ou jogo, uma notificação é exibida informando que a página da Web ou o programa foi bloqueado. Seu filho pode clicar em um link na notificação para solicitar permissão de acesso a essa página da Web ou a esse programa. Você pode permitir o acesso inserindo informações da conta.

Antes de iniciar, verifique se cada criança para as quais você deseja configurar o Controle dos Pais tem uma conta de usuário padrão, pois o Controle dos Pais só pode ser aplicado a contas de usuário padrão. Para configurar o Controle dos Pais para o seu filho, será necessário ter uma conta de usuário de Administrador. O Controle dos Pais não pode ser aplicado a uma conta de usuário de Administrador.
O utilitário Controle dos Pais pode ser localizado rapidamente através da busca do Menu Iniciar.
Para ativar o Controle dos Pais em uma conta de usuário padrão:
1) Clique para abrir Controle dos Pais. Se você for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmação, digite a senha ou forneça a confirmação.

2) Clique na conta de usuário padrão para a qual você deseja definir o Controle dos Pais.

3) Em Controle dos Pais, clique em Ativar.
4) Depois de ativar o Controle dos Pais para a conta de usuário padrão do seu filho, você pode ajustar as configurações individuais que deseja controlar. Você pode controlar as seguintes áreas:

Restrições da Web: Você pode restringir os sites que as crianças podem visitar, certificar-se de que as crianças somente visitam sites adequados para a idade delas, indicar se deseja permitir downloads de arquivo e configurar o conteúdo que deseja que os filtros de conteúdo bloqueiem e permitam. Também é possível bloquear ou permitir sites específicos.
Limites de tempo: Você pode definir limites de tempo para controlar quando as crianças têm permissão para fazer logon no computador. Os limites de tempo impedem que as crianças façam logon durante as horas especificadas e, se já estiverem conectadas, serão desconectadas automaticamente. Você pode definir horas de logon diferentes para cada dia da semana.

Jogos: Você pode controlar o acesso a jogos, escolher um nível de classificação etária, escolher os tipos de conteúdo que deseja bloquear e decidir se deseja permitir ou bloquear jogos não classificados ou específicos.

Permitir ou bloquear programas específicos: Você pode impedir que as crianças executem programas que você não deseja que elas executem.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Monitorando o Tráfego

Contadores de acesso e sites que fazem o controle de tráfego de páginas são recursos interessantes e em alguns casos, fundamentais. Um site interessante para essa finalidade é o sitemeter que faz as estatísticas de tráfego desta página. Acompanho com certa frequência a movimentação do Sobre Educação, mas um dado me chamou atenção no dia de ontem: quase 240 acesso em um dia praticamente para uma única postagem, o que não é uma coisa comum em se tratando desta página. No registro do gráfico a comprovação do maior BOOM de acessos diários à uma postagem da história desse blog. "Inteligência Artificial" é a postagem que lidera o ranking.

gráfico comprovando os acessos

terça-feira, 3 de junho de 2008

Avô cria navegador de internet para neto autista

(Do G1 Tecnologia)
John LeSieur trabalha com software e achou curioso o fato de os computadores parecerem inúteis para seu neto de seis anos, Zackary. O garoto tem autismo e tudo o que era apresentado pelo PC o confundia a ponto de ele jogar o mouse, como sinal de frustração.
LeSieur tentou encontrar ferramentas na internet que pudessem guiar seu neto pela web, mas não conseguiu encontrar nada satisfatório. Foi então que ele decidiu criar um navegador, chamado Zac Browser For Autistic Children, em homenagem a Zackary. A ferramenta está disponível gratuitamente aqui.
O navegador simplifica a experiência de usar um computador. Ele bloqueia conteúdo violento, pornográfico ou inadequado para crianças, enquanto dá ênfase a games educacionais, vídeos, música e imagens de entretenimento (como um aquário), disponíveis em páginas de conteúdo gratuito. A idéia é reduzir o controle de crianças como Zackary, que se confundem quando encontram muitas escolhas.
O browser também desabilita itens “desnecessários” do teclado, como "Print Screen", e inutiliza o botão direito do mouse. Isso elimina comandos que as crianças geralmente não precisam e também reduz as chances de criar insegurança entre os autistas.
Os usuários do Zac Browser selecionam atividades usando ícones maiores que os tradicionais. O programa também é configurado para que não exiba anúncios ou outras imagens que possam distrair o usuário. “Tentamos evitar sites complicados ou agressivos, porque o importante na navegação é a auto-estima. Se a situação não estiver sob controle, esses internautas ficam facilmente frustrados”, diz LeSieur.
Geralmente o autismo afeta a habilidade de comunicação das pessoas e Zackary não fala muito. Mas sua mãe, Emmanuelle Villeneuve, disse que o filho navega sozinho usando o browser especial. Ele ouve música e monta quebra-cabeças - atividades que ele já gostava no universo off-line, mas que não conseguia realizar on-line. Além disso, enquanto o garoto tem reações negativas contra a TV, ele não se manifesta da mesma maneira em relação ao computador.

sábado, 31 de maio de 2008

Pelo uso (consciente) da vírgula

Duas pessoas conversando. Uma diz: Como disse? E a outra: Como, disse. Quem usa internet com certa frequência já deve estar acostumado ao famoso internetês...opiniões diversas, a minha diz que é mais uma forma de linguagem, que cumpre bem a finalidade à qual se destina. Particularmente, só não gosto é daquela imensidade de deseinhos que se misturam às letras no MSN formando uma verdadeira carta enigmática, apavorante! Em vez de uma forma ágil de comunicação vira o oposto, acaba-se perdendo um tempão decifrando tantos códigos.
Até mesmo verdadeiros assassinatos à língua portuguesa são permitidos, afinal, ninguém vai interromper uma conversa para corrigir a pessoa do outro lado que escreveu "axo" ou "bixo", embora algumas vezes essa gramática desnormativa me cause verdadeiros arrepios.
Agora, se na internet vale a velha máxima que reza que o importante é comunicar, não dá pra dispensar o uso dos sinais de pontuação. Uma vírgula muda tudo. Numa dessas conversas informais, em determinado momento um colega dizia; "Ah! aquela outra doida..." No contexto da conversa, se ela era a outra doida a primeira era eu! Tudo bem que sou avessa à normose, mas aí a ser chamada de doida já é um pouco demais. Quase tive um surto até me convencer que a intenção era expressar: "Ah! aquela outra, doida"...
Navegando, encontrei uma comprovação para essa minha neurose gramatical em relação ao uso dos sinais de pontuação. Afinal de contas, uma vírgula muda tudo e o uso consciente deste recurso pode dissipar qualquer tipo de ambigüidade.
A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões...
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


E pode multiplicar doidas...E nesse caso a vírgula não é um elemento neutro. Uma vírgula muda tudo.
Para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

sábado, 24 de maio de 2008

Eu sou uma DIVA (???)

Fui surpreendida hoje com um selinho oferecido pela minha amiga Thaiza Montine lá do Quimilokos. (Será que isso tem a ver com esta indicação??? Quimilokos (...) de louco todo mundo tem um pouco...) Brincadeirinha amiga! É porque Divas pra mim lembram figuras ilustres, a saber: Madonna, Paris Hilton, Céline Dion... superpoderosas, ricas, lindas, famosas... ou modelos de comercial de sabonete LUX. Por aí já dá pra ver que nessa categoria e com esse conceito essa pessoinha aqui está descartada. Mas como estou recebendo, esse conceito aí já deve estar ultrapassado... enfim, não sei quais características, qualificações, virtudes ou adjetivos me valeram esse título, mas posso dizer que já estou "me achando" quer dizer, me sentindo a própria. Adorei!!! EU SOU UMA DIVA!!!! nem que seja DIVAgando!!!
Prometo que logo, logo faço as minhas indicações, mas antes preciso refinar o meu conceito.

Autistando...

Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente a mudança de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino,
estou sendo agressivo.
Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feito por mim, estou usando-a como ferramenta.
Quando numa conversa, me desligo "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.
Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer,
posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo.
Quanto fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo como o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida,
estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos,
estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs,
estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões,
estou demonstrando não ter medo de perigos reais.
Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas,
estou tendo comportamento indiferente.
Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair,
estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas.
Uns mais, outros menos.
O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.
Scheilla Abbud Vieira
Os trechos em negritos são alguns dos principais sintomas da Síndrome do Autismo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Pais e Professores: Quem ensina e quem educa?

duas mãos em ato de cumprimento Pais são de marte, professores são de vênus. Recebi um texto com este título esta semana em uma reunião de pais. Discordei, embora perceba que de fato existe uma forte tendência idiossincrática que coloca pais de um lado e professores de outro como se cada um fosse guiado por interesses próprios e específicos. Quem educa e quem ensina? Seria essa divisão de funções necessária? Creio que não. Penso que pais e professores precisam assumir ambos esses papéis.
Em destaque, alguns recortes do texto:
Pais querem que os filhos estejam bem preparados, professores querem que os alunos aprendam.
Eu diria: Pais e educadores devem ter como objetivo formar filhos e alunos bem preparados para a vida, respeitando suas possibilidades. Muitos destes talvez não atinjam os níveis de escolarização por nós desejados, ainda assim é necessário dotá-los de competências e habilidades de modo a prepará-los da melhor forma possível para a convivência e sobrevivência em sociedade.
É função da escola mostrar para a família as regras.
Famílias têm suas próprias regras, assim como qualquer outra organização. Isso não é função da escola. É função da escola formar o cidadão, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o aluno solidário, crítico, ético e participativo.
Para formar o adulto bem preparado é preciso ser exigente.
Para formar o adulto bem preparado é preciso exigir, conscientizar, envolver, amar,conhecer, ouvir, orientar, refletir, observar, comprometer-se, auxiliar, respeitar...
Na primeira nota baixa do aluno o pai vem reclamar. Pai quer resultado mas não quer cobrança.
Discurso generalizante e reducionista. Muitos pais querem entender o que aquela nota representa e o que fazer para auxiliar os filhos. Muitos querem entender justamente para não precisarem ser cobrados pela falta de atenção com os filhos. Não são os pais que não gostam de ser cobrados, acaso professores gostam?
Em casa a criança é especial e, na escola faz parte de um grupo e precisa obedecer à regras.
Em casa e na escola a criança deve ser especial e precisa obedecer à regras.
Os pais querem o bem dos filhos, concentram-se nos desejos deles e pensam no imediato,enquanto os professores querem educar a coletividade e para o futuro.
Generalizante dos dois lados.
Pai e mãe não são amiguinhos. Eles têm papel pesado de cobrar e delimitar espaço.
Pai e mãe, além de serem amigos, devem cobrar e delimitar espaço.
Um dos maiores conflitos entre pais e professores vem da dificuldade que é para os pais ouvirem outra pessoa falar de seus filhos.
Acaso os professores conseguem essa proeza enquanto pais?
Professores não podem obrigar os alunos a querer aprender.
Nem professores, nem pais, mas ambos podem estimular a criança ao prazer da descoberta e do aprender.
Essa impossibilidade de conviverem num mesmo espaço reside na compreensão e diferenciação do que significa ser professor e ser educador, que apesar de se confundirem no cenário da escola são seres absolutamentes distintos, que habitam espaços realmente diferentes, com visões e metas igualmente diferenciadas.
Professor como mero transmissor de conhecimentos já não cabe nesta era denominada tecnológica. Para transmitir conhecimentos pura e simplesmente, convenhamos que existem recursos bem mais atrativos e instigantes.
Enquanto pais e professores habitarem espaços diferentes não haverá educação de qualidade. É necessário que estes através de um diálogo aberto possam estar em rotas paralelas e não em rotas de colisão.

domingo, 11 de maio de 2008

Sobre Educação...Agora dos filhos.

Acho que essa mensagem cai muito bem neste dia das mães...
Mães, do Pedro Bial.

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos,
sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.
Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.
Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido.
Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso.
Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu:
“Mas talvez já seja muito tarde!”.
Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público.
Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!
Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças
e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filhotipo promessa que não pode ser cumprida, etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez
em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.
O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa,
mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.
Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler? Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro.
A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para
instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos,
com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa. Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc... Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar,
pode alegar que precisa estudarpara evitar aquela tortura deficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.
Só gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia. Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes!
Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três.
Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.
Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel só se você der. Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente,
ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:
“Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?” OK, dá.
Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe,
de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa.
Mas só até domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.
Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. Portanto, vá anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra. Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.
Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha.
Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões,
se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens
como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais.
Ria das histórias deles e não conte nenhuma sua. Mãe não tem passado.
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar,
tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo,
seus filhos vão adorar e depois dessa festa,
vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.
Cruel? Não... apenas verdade.
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.