terça-feira, 21 de abril de 2009

A escola forma gente para o futuro ou para passado?

Idealizada pelo Robson Freire, editor do blog Caldeirão de idéias esta blogagem coletiva propõe refletir sobre a questão "A escola forma gente pro futuro ou pro passado?

Penso que uma pergunta é essencial para responder à essa questão: Pra que serve o conhecimento produzido pela escola?

Várias poderiam ser as respostas, mas penso que duas basicamente, possam demonstrar a dicotomia existente entre educar para o passado ou educar para o futuro.

O conhecimento produzido pela escola é um pacote de informações que o sujeito precisa para passar de ano, no vestibular, conseguir uma vaga em um concurso público e preparar-se pra concorrência brutal presente nas sociedades modernas.

Se esta é a era da informação talvez esse professor estivesse à beira de perder seu espaço. Ou seja, ele foi muito útil quando detinha o controle de boa parte das informações. Hoje esse controle não mais faz sentido, uma vez que está em todo lugar. Se antes já não não fazia, ainda menos, agora.

Ou...

O conhecimento produzido pela escola capacita o indivíduo para viver em sociedade - seja no campo ou na metrópole - respeitar as diferenças, dominar saberes teóricos, técnicos, humanos, ser crítico, criativo, autônomo, flexível, tolerante e utilizar-se desse conhecimento visando seu aprimoramento, o progresso e o bem estar das pessoas.

Educar nesse sentido, significa desenvolver no indivíduo competências que não sejam necessariamente competências vinculadas à perspectiva de mercado que domina hoje toda a sociedade. Mas que seja capaz de produzir um esforço coordenado entre competências, informações e novos saberes e onde o trabalho coletivo, solidário e ético possa mudar os rumos do planeta. Nessa mesma linha, a escola deve valorizar o conhecimento cotidiano, pois este conhecimento provoca rupturas na escola. Não devem ser conhecimentos marginais e turísticos, mas centrais dentro do currículo.

Mudanças que não são simples e que dispendem esforço concentrado de vários segmentos da sociedade, por isso tão difíceis devido à burocratização do ensino. Começar. Ser o pássaro que leva gotas de água no bico para apagar o incêndio talvez seja, ainda, a opção mais consciente.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Escolas e leitos de Procusto

A inclusão de alunos com deficiência às classes regulares, com poucas exceções é ainda uma experiência bastante difícil. No entanto, essa dificuldade não reside apenas na deficiência, mas também e principalmente no fato de a escola se configurar como uma estrutura altamente rígida. A escola não foi projetada para a diferença. A dificuldade maior nao está, portanto, no aluno e sim no projeto de educação que desenhou uma escola para os iguais. Na base desta rigidez, está a ideia errada de que todos partem das mesmas condições e que todos têm a oportunidade de chegar ao mesmo ponto se seguirem pelo mesmo caminho.

Na mitologia grega há um mito conhecido como Leito de Procusto, que relata o seguinte:

Procusto era um salteador de estradas. Na altura do caminho em que ele se instalava, julgava quem poderia fazer a travessia. Para realizar o julgamento, Procusto dispunha de um leito, no qual ordenava que ali se deitasse todo aquele que desejasse cruzar a estrada. Se porventura, o indivíduo não coubesse na medida exata da cama, sem titubear, ele esticava o pretendente ou cortava-lhe as pernas para que tivesse, então, o tamanho ideal. Triste era a sorte daquele que não coubesse no leito de Procusto. A mutilação ou o suplício, era o seu castigo. Não haveria perdão, nem desculpas. A lei posta que estava, não dava chances a ninguém.

Vivenciar a diferença não é uma experiência aceitável para nossa cultura. Assim como Procusto possuía seu leito implacável, desta forma possuímos também, um senso de julgamento que, não raras vezes, mutila, senão fisicamente, mas psicologicamente, aquele que se atreve a fugir dos padrões estabelecidos


É provável que o insucesso de muitos alunos, resulte do fato de a escola lhes oferecer uma cama única e lhes cortar o corpo e a alma à maneira de Procusto. E isto não deve recair apenas sobre a figura do professor, pois é resultado da força de relações diversas que ali se estabelecem.


Possibilitar à todos, meios de acesso e permanência com qualidade às instituições de ensino é o grande desafio que se configura, e isso requer da escola abandonar verdades cristalizadas e abrir-se à novos paradigmas educacionais, em mudar, rever conceitos, em desaprender, antes mesmo de ensinar... Pra que a escola não tenha o mesmo triste fim de Procusto.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

QUANDO O DOUTORADO É DISPENSÁVEL

Hoje o tempo não me permite mais que isto: Um post do Marcos Meier de quem sou fã, [só não pedi autógrafo ainda porque não faço exatamente o perfil tiete] :-) e infelizmente seu livro que deveria vir autografado, acabou não vindo. Super recomendado, o livro Mediação da Aprendizagem escrito em parceria com a Sandra Garcia.

O post:

**QUANDO SE TEM DOUTORADO

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

**QUANDO SE TEM MESTRADO

A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo.. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em
conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

**QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO

O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

**QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO

Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

**QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL

Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

**QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO

Rapadura é doce, mas não é mole, não!*

[Quando o conhecimento afasta as pessoas, prefiro ficar na rapadura]

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Escola Mata a Criatividade?

A professora Suzana Gutierrez postou no seu blog dois vídeos de Ken Robinson, com o tema: A Escola Mata a Criatividade?





A primeira idéia que me vem à cabeça é que sim. Apesar de apregoar o contrário e de ter este ítem tão belamente exposto em seus objetivos educacionais, a escola está muito mais para estimular a reprodução do que a criação.

Que o ser humano é dotado de uma capacidade criativa e inventiva fantástica, isso é inegável. Capacidade esta que com o passar do tempo acaba sucumbindo diante do pouco estímulo ou do treinamento que condiciona mentes e inibe o poder criador.

O que denominamos nas crianças de mania de inventar moda nada mais é do que um arsenal de idéias criativas colocadas em prática diariamente.

Mas essa criança precisa ir pra escola. Lá existem regras, um planejamento a ser seguido e conteúdos a serem trabalhados. Ah! E não é permitido inventar muita moda! Lá, antes de serem crianças, estes serzinhos são alunos (sem luz) portanto precisam aprender e apreender muitas coisas que ainda não sabem. Precisam entender conceitos, colar bolinhas de papel, pintar máscaras de coelhinho da páscoa e obedecer as regras. Em algumas destas escolas, elas não aprendem quando ficam curiosas, porque as curiosidades são divididas em períodos e não importa se quando a professora for ensinar elas não estejam mais interessadas ou já tenham aprendido aquilo sozinhas.

Quanto mais crescem mais elas param de inventar moda. Não porque elas não gostem. Elas ainda gostam muito, mas deixam de lado porque entendem que precisam aprender as coisas importantes que se aprende nas escolas. A aula de artes e educação física são as que elas mais gostam porque nessas aulas elas ainda podem inventar moda.

Entendem também que os professores que ensinam as coisas mais importantes são rigorosos. Mas são muito inteligentes, mais até do que os professores de educação física e artes, então elas se dão conta que não dá para ser alguém na vida fazendo arte ou inventando moda, que para conseguirem isso, precisam estudar muito e aprender muitas curiosidades. Embora elas já não tenham muitas, o professor tem e vai ensiná-las e quando perguntar, devem repetir exatamente da forma que o professor (iluminado) falou. Elas aprendem muito rápido que não é bom pensar diferente do professor, e que basta pensar igual para tirar uma boa nota na prova. Então elas desaprendem a ter idéias.

Alguns alunos não aprendem as coisas importantes, mas eles são muito bons em fazer arte. Aí eles ficam fazendo arte na mesma série, porque quem gosta de inventar moda e não aprende as coisas importantes não pode passar de ano. As vezes, os alunos que demoram a aprender as coisas importantes vão para outra escola onde lá se faz muita arte e as coisas importantes são ensinadas de um jeito diferente.

As crianças adoram estas escolas porque lá elas se sentem tão importantes quanto os colegas que aprendem coisas importantes muito rapidamente nas outras escolas, lá elas aprendem que todas as coisas são importantes e elas não sentem-se diferentes, porque lá, todos são diferentes.

Algumas das escolas que ensinam coisas importantes estão aprendendo a trabalhar com os alunos que gostam de inventar moda e com aqueles que precisam aprender coisas importantes de outras formas.

E nessas escolas está acontecendo uma coisa muito interessante. As crianças que aprendem coisas importantes muito rapidamente estão ajudando as outras a aprenderem também, estas, por sua vez estão ensinando uma coisa tão importante quanto as coisas importantes que elas já sabiam, estão mostrando que as pessoas não são todas iguais como elas pensavam. E que coisas importantes não são só as coisas que enchem suas cabeças.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Porta Curtas Petrobras

Dica rápida:

Estive visitando o Porta Curtas Petrobras. O sítio traz um projeto exclusivo para educadores, o Curtas na Escola
. A idéia é incentivar o uso de curta metragens brasileiros como material de apoio em sala de aula.

Pedagogos especializados dão sugestões sobre como utilizar os filmes para disciplinas específicas, que temas transversais abordar, para que idades e níveis de ensino os curtas são indicados e muito mais.

O Planeta Educação traz também algumas indicações e downloads de curtas que o professor pode utilizar-se em sala de aula.

Vale conferir.

domingo, 8 de março de 2009

Pelo Fim do Dia da Mulher

Ainda comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Ainda existem dias para lembrar das minorias silenciadas que, à exemplo de outros tantos, servem para reforçar uma condição de inferioridade cristalizada no imaginário das pessoas.
Quem sabe daqui há alguns anos ninguém precise mais escrever sobre isso. E que bom seria, se ninguém mais precisasse"comemorar" esse dia. Bom seria, se isso fosse uma coisa natural a ponto de que não mais precisássemos falar ou bradar conquistas. Que falar sobre os direitos da mulher fosse coisa desnecessária, ultrapassada, incoerente... Que as mulheres não mais recebessem flores ou homenagens. Ou que então recebessem, mas que fosse uma homenagem sem gênero, pelo Dia Internacional da Pessoa.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Softwares e deficiência intelectual

Luciano, paralisado cerebral, utilizando o computador (Esse é o Lu - que tem uma alma linda, talento, inteligência e paralisia cerebral.)

Vez ou outra recebo pedidos de indicação de softwares específicos para serem utilizados com pessoas com deficiência intelectual.

Minha experiência no trabalho com estas pessoas me fez entender porque isso não existe.

Quando falamos em deficiência, muitas vezes nos apoiamos em reducionismos ou generalizações, sendo comum a idéia equivocada de que entre pessoas com deficiência intelectual existe uma universalidade de características comuns à todos, como se todo autista ou síndrome de Down, por exemplo, fosse exatamente igual à todos em condição semelhante, negando-se a substancialidade destes sujeitos.

Não temos todos especificidades? Não somos todos diferentes uns dos outros?
Desenvolver um software para pessoas com Síndrome de Down, por exemplo, seria o mesmo que um médico indicar exatamente o mesmo tratamento à todos os seus pacientes diabéticos.

O trabalho com as tecnologias em sala de sala aula me fez ver que criar um software específico para uma determinada deficiência (não me refiro aqui aos softwares de acessibilidade) além de não ser possível não é necessário.

Pessoas com ou sem deficiência intelectual utilizam-se exatamente das mesmas funções cognitivas para aprender. O que diferencia é que por algum motivo, alguma ou algumas dessas funções psicológicas superiores na pessoa com deficiência tem um funcionamento diferenciado, levando-o à uma aprendizagem mais lenta ou à uma limitação específica e consequentemente à necessidade de estímulos, recursos ou metodologias igualmente diferenciadas.

E aí a rede é um espaço fértil em possibilidades. Atividades que desenvolvam o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas, memória, percepção, intuição, lógica, atenção, espacialidade e temporalidade, capacidade de abstração e generalização, enfim...

Aliados à uma intervenção de qualidade do professor, os softwares podem ser importantes instrumentos para a aprendizagem. Importante destacar que nenhum software é educativo por si só. Uma mesma ferramenta pode ser educativa ou não, dependendo de todas as variantes que se apresentarem: do contexto, do olhar do professor, do objetivo..

O desafio que se mostra, portanto, não é criar ferramentas específicas de aprendizagem para pessoas com deficiência intelectual, que possam reafirmar a exclusão, é sim, buscar formas de aprender e aprender viver na diversidade.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

REM - Projeto Literário

imagem de um olho com um relógio ao centro, representando um rápido movimento de olhar
R.E.M. - Rapid Eye Movement ou Rápido Movimento do Olhar, é o projeto literário idealizado pelo amigo, escritor e educador José Antonio Klaes Roig de quem recebi o convite para uma parceria. José Antonio mantém também outros blogs dentre eles o Letra Viva e o Control Verso. O projeto tem por objetivo a escrita de breves poemas e minicontos, além de pensamentos passageiros sobre coisas duradouras da vida real e virtual. Neste espaço nos revazamos na escrita e optamos por um ilustrar o texto do outro.
Esse trabalho me fez refletir sobre algumas práticas concebidas tradicionalmente pela escola como sendo formas mais eficientes de leitura e interpretação - a leitura de códigos e palavras em detrimento da leitura dos símbolos e imagens tão presentes no nosso cotidiano. A leitura não pode estar presa à compreensão de palavras e ao processo de alfabetização. Já nos alertava Paulo Freire que a leitura é bem mais que decodificar palavras: é ler o mundo.
Os estudos comprovam que as imagens possuem a vantagem de serem melhor memorizadas e que seu uso tem dado grande avanço no processo de aprendizagem infantil.
Se considerarmos o processo de aprendizagem de alunos com deficiência, a utilização de imagens como recursos auxiliares da escrita é fundamental. A dificuldade em interpretar e escrever de forma linear pode ser diminuída em função da utilização de imagens como apoio à função da memória.
O ato de ilustrar um texto que não de própria autoria, pressupõe um exercício de alteridade literária, considerando a necessidade de colocar-se no lugar do outro que escreve e de reconhecimento próprio, através do outro. Entendendo melhor a composição e temática das imagens, podemos chegar ao nível de entender o processo de construção de sentidos expressados em imagens, no qual jogam a intencionalidade do autor e interpretação inicial do leitor.

Vivencinado isso, destaco a importância de o professor utilizar-se de formas diversificadas e criativas de produção e interpretação de textos, explorar outras formas de leitura que não somente a dos códigos da escrita, estimulando a criatividade e o prazer em aprender.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Alteridadade e Acessibilidade

Os símbolos que compõem uma identidade social não são construções aleatórias, eles mantêm vínculos com a realidade concreta.
Os conceitos e valores que construímos ao longo da vida dependem fundamentalmente das nossas percepções e do imáginário que construímos resultantes de nossas experiências sociais e coletivas.
Nessa relação com o mundo externo e com a diversidade é que passamos a compreender e vivenciar o conceito de alteridade, imbricada na questão ética do reconhecimento do outro, no reconhecimento das diferenças e do diverso.
A questão da acessibilidade depende pois, dessa capacidade de enxergar-se na pessoa do outro e isso só pode acontecer onde há interação, relação ou contato com grupos diferentes.

Um relato pessoal

Esta semana, através do grupo Educação Especial em Rede conheci a Rita, deficiente visual e sugeri à ela alguns textos deste site. Em resposta, ela diz que havia achado a fonte muito pequena e que isto havia dificultado sua leitura.
Lembrei-me então de um recurso para alteração do tamanho da fonte que já havia indicado mas que se encontrava em local de difícil acesso em meio à outras postagens.
Retornei o email com o pedido de desculpas e algumas considerações à respeito. Já fiz as alterações necessárias. A partir de agora a orientação para alteração do tamanho da fonte está em local visível (no topo da página).

sábado, 24 de janeiro de 2009

SketchUp - Ferramenta adquirida pela Google pode auxiliar pessoas com autismo

Modelo do interior de uma casa criado com o programaRecebi via lista Educautismo uma notícia que achei muito interessante.
Originalmente desenvolvido pela At Last Software(@last software), uma empresa estadunidense com sede em Boulder, Colorado a qual foi adquirida pela
Google, o SketchUp é um software utilizado para a criação de modelos em 3D no computador.
Fiquei curiosa e resolvi testar. Baixei o programa
aqui e fiquei encantada com as possibilidades. É um programa bastante intuitivo e relativamente simples (tudo bem que eu não consegui fazer muita coisa, mas nada que tempo e um pouco de treino não resolvam). Mas as possibilidades de criação em três dimensões são fantásticas. É possível incluir detalhes, texturas, vidro nos modelos, tudo com total perfeição. Outra coisa que achei interessante é a possibilidade de interação com outros programas. É possível, por exemplo, modelar sua cidade para o Google Earth (agora complicou - coisa pra autista mesmo) :-)

Mas, ainda mais interessante é a notícia:

Segundo a revista Newsweek, o programa criado originalmente para arquitetos e designers tem ajudado autistas a desenvolverem habilidades que podem ser úteis caso eles entrem no mercado de trabalho.

O programa permitiria que pessoas com autismo expressassem suas idéias de forma visual - um achado para crianças com problemas de comunicação pela fala ou escrita. A ajuda seria possível, pois grande parte dos autistas se sobressaem em pensamentos visuais. Segundo a revista, em avaliações de QI, pessoas com autismo tendem a ter índices elevados em testes de noções espaciais - pais de crianças com a doença teriam também habilidades espaciais acima da média.

Assim, por terem dificuldades em comunicar-se com outras pessoas, os autistas acabam usando seu tempo interagindo com objetos, o que resulta em um desenvolvimento intenso da parte visual do cérebro - daí a paixão pelo SketchUp. Essa característica é tão intensa que os autistas seriam capazes de desenhar uma perfeita reprodução da cidade, depois de apenas uma breve caminhada pelas ruas. "Achei que fosse um desenhista profissional", teria dito Anja Kintsch, assistente em tecnologia da Boulder Valley School District, após ver uma criança desenhando.

Pessoas com autismo tenderiam ainda a ser apaixonadas por computadores, uma vez que eles não exigirem o tão temido contato humano. A facilidade visual dos autistas teria encontrado uma afinidade tão grande com o software, que a Google, em parceira com instituições educacionais, criou o Project Spectrum. O projeto buscaria, de acordo com a Newsweek, inserir de forma gratuita o programa nas escolas especializadas dos Estados Unidos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Jogo - Aula

Logo Jogo-Aula

O Sérgio da lista Blogs Educativos deu a dica, acessei e vão aí as minhas primeiras impressões:

Jogo-aula é um projeto desenvolvido em parceria com escolas, professores e pedagogos. As atividades (jogos) são desenvolvidas em módulos, sendo que cada um refere-se a uma área do conhecimento.

É uma proposta bastante interessante, visto que reflete o olhar e a reflexão dos professores, acerca dos processos de aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo da criança, fornecendo as bases para a concepção do material que posteriormente é disponibilizado.

Desta maneira objetiva-se proporcionar:

Aos professores: Uma ferramenta didática para auxiliar os seus alunos na descoberta, desenvolvimento e manipulação dos conceitos aplicados em sala de aula através de uma realidade modelada e dirigida, mas flexível o bastante para que possa haver o desenvolvimento do grupo e o individual.


Ao aluno:
A oportunidade de fazer suas escolhas, levantar hipóteses, testar, errar, desenvolver-se dentro de suas próprias possibilidades, contrando no seu grupo e no adulto os parceiros que o apóiam, sugerem e incentivam.
[Fonte: http://jogoaula.blog.br//modules/mastop_publish/?tac=Proposta]

Através de um cadastro o professor pode:
- Enviar mensagens particulares à outros usuários do site

- Participar das discussões do fórum
- Receber as últimas notícias

- Comentar os assuntos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Campus Party

Logo do Campus PartyConsiderado o maior evento de inovação tecnológica e entretenimento eletrônico em rede do mundo o Campus Party iniciou no último dia 19 e vai até dia 25/01. Li agora no Ciberespaço na Escola que a TV Cultura estará exibindo diariamente 12 horas de programação ao vivo na Internet estreando no evento.

A Lilian, estará nos deixando informados com as notícias relacionadas às tecnologias digitais na educação no Blog do Educarede, que estará fazendo a cobertura do evento.

Para quem se interessa pelo tema: Tecnologias para Acessibilidade e Reabilitação, duas atividades estão programadas para sexta, dia 23 e sábado, dia 24. Outra programação interessante será também no sábado com o tema Padrões Web, Acessibilidade e Mobilidade. (A agenda pode ser acessada no site com todas as programações)

No domingo, dia 25 acontece também a Cerimônia de Entrega do Prêmio Best Blogs Brazil aos melhores blogs em 30 categorias eleitos pelo júri popular e pelos palestrantes do Campus Blog.
Dois colegas do grupo Blogs Educativos estarão sendo premiados. Na categoria educação, a Miriam Salles e na categoria corporativo, o colega Robson Freire

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mais uma vez Prêmio Dardos

Memes vão e vêm. E fiquei contente, principalmente por ter sido indicada por pessoas por quem tenho grande admiração, apesar de conhecê-las apenas virtualmente, o Robson Freire, do Caldeirão de Idéias, a Bernardete, do Caminhos para Chegar, a Suzana Gutierrez e a Regina Heidrich do Inclusão utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação. É muito interessante percebermos laços de afinidade e amizade se formando na rede, e ter nosso espaço indicado à uma dessas brincadeiras reflete o carinho e o reconhecimento dos colegas blogueiros, mas também reforça nosso compromisso como educadores.
Abaixo, a lista dos meus indicados, com o carinho pela amizade, reconhecimento pelo trabalho e algumas características que captei nesse tempo de convivência com o grupo. Cada um com sua marca e singularidade guarda o que tenho como minha filosofia de vida. Somos todos ESPECIAIS.
Vocês são especiais.

Este Blog é minha Rua, do Franz, o que gosta da boa e velha música.

Caldeirão de Idéias, do Robson Freire, o apaixonado por cinema

Gibiteca da Natania, a dos quadrinhos e vencedora do Prêmio Professores do Brasil

Bloguinfo, da Sindy, a sumida

Letra Viva, do Zé Roig, grande amigo e parceiro no R.E.M - Rapid Eye Movement

Sentrinho da Ilza Medeiros. Na Ponta dos Dedos da Andrea de Carli. Inclusão utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação da Regina Heidrich, colegas de luta em favor da causa da pessoa com deficiência.

Inclusao Ampla, Geral e Irrestrita, de um admirável xiita da inclusão.

Na Dança das Palavras da Leonor Cordeiro, mais conhecida por simpatia.

Quimilokos da química louca e querida, Thaisa

Suzana Gutierrez, a pequena grande.

Luis Dhein, sempre conectado e reflexivo.

Caminhos para Chegar da competente Bernardete, vencedora do Prêmio Professores do Brasil.

Bloguetando Educação do Fernandão ( sonhador como eu)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Realidade Virtual

Capa do livro de José Antonio Klaes Roig Realidade Virtual é o livro escrito pelo amigo e também educador José Antonio Klaes Roig.
Mesclando o surrealismo literário com situações cotidianas o autor propõe em todos os seus contos uma reflexão acerca da realidade em que estamos imersos, ora realidade, ora ficção.
Textos que relatam, instruem, questionam mas também divertem e atraem pela leveza presente no uso das palavras.
Seus escritos tem a sua marca, deixando transparecer sua inquietude, seus sentimentos, desejos e sua visão apurada sobre os acontecimentos, seu compromisso com as mudanças e sua preocupação com as pessoas no sentido mais amplo da palavra, o ser humano e a reafirmação dos seus valores éticos, morais e cristãos.
Uma obra que reflete as experiências de vida de uma pessoa e de um educador consciente e responsável que com todo seu talento e sensibilidade nos faz refletir sobre os rumos da humanidade.
Parabéns Zé. Poder compartilhar destes teus olhares é um convite à aventura de conhecer, pensar e imaginar, é imergir e flutuar, caminhar entre a reflexão e o deleite, o real e o virtual.