segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Assim como você, ele também é dEficiente

Mais um vídeo bacana sobre conscientização: uma nova campanha em comemoração aos 27 anos da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência). Esse vídeo eu encontrei num blog que eu adoro e indico. Se ser *dEficiente é normal (ainda bem né) pra esse cara aqui é mais normal ainda. Eu falo do Jairo Marques do "Assim como Você"
Vale a visita.
*Essa expressão dEficiente (escrita assim com E maiúsculo) eu vi no blog da Regina Heidrich,
e dispensa maiores explicações né.
Mas se você quiser saber mais, passa lá. Eu plagiei, mas é por uma causa nobre :-)


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Campanha pela Inclusão

Filme criado pela Propeg para a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), para promover a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Criada com base na música Condição do Lulu Santos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Promovendo acessibilidade ao computador

Recebemos no dia de ontem as primeiras adaptações para o laboratório da nossa escola. Essas tecnologias visam possibilitar a interação, no computador à alunos com diferentes níveis de comprometimento, de modo que consigam enviar e receber informações de forma mais autônoma possível.
Acionadores de pressão, teclado com colméia e mouses adaptados foram as aquisições realizadas através da empresa Clik Tecnologia Assistiva que disponibiliza várias adaptações de hardware e de software.
Alunos com autismo, paralisia cerebral e deficiências motoras serão beneficiados, e, dessa forma cumprimos um dos nossos grandes desafios: garantir à todos, e principalmente aos alunos, cujos padrões não seguem os quadros típicos de desenvolvimento, possibilidades de acesso, interação e aprendizagem.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Conteúdos Educacionais Microsoft - Programa de Acessibilidade

O Programa de Acessibilidade disponível na página Conteúdos Educacionais da Microsoft tem por objetivo capacitar professores para o uso das TICs e da Tecnologia Assistiva no cotidiano escolar e para a personalização das ferramentas de facilidade de acesso dos sistemas operacionais Windows e seus aplicativos, visando a construção da autonomia e inclusão de alunos com deficiência – seja ela física, visual, auditiva ou de desenvolvimento.

Para poder orientar o uso do computador e de outras tecnologias aos alunos com deficiência é importante que os professores tenham conhecimento das possibilidades de acessibilidade e saibam personalizá-lo de acordo com os tipos ou graus de deficiência de seus alunos.

Na página é possível fazer o download de uma apostila sobre acessibilidade e de material sobre Tecnologia Assistiva nas Escolas.

Um material muito útil aos educadores que buscam a inclusão de todos os seus alunos ao mundo digital.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Prêmio Educadores Inovadores

Promovido pela Microsoft o Prêmio Educadores Inovadores 2009 entra em sua fase final. Nove semifinalistas foram selecionados pelos Comitês de Seleção e, além de concorrerem nas categorias escolhidas no momento da inscrição (Inovação em Colaboração, Inovação em Comunidade e Inovação em Conteúdo), eles também participam da votação online na categoria Educador Inovador.

Destaco aqui, na categoria Inovação em Conteúdo o trabalho da amiga Bernadete Mother
A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO EM AMBIENTE DIGITAL

Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza

Caxias do Sul - RS

O trabalho desenvolve a metodologia de Projetos de Aprendizagem e sua publicação em ambientes virtuais. A educadora interage com as alunas do curso normal e com crianças das séries iniciais para construir e aplicar todo o conhecimento construído, refletindo sobre práticas pedagógicas e incentivando o uso dos aplicativos e das tecnologias digitais.

Parabéns à amiga Bernadete. Mérito reconhecido à um trabalho realmente inovador.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cor de pele


Ache outros vídeos como este em Escola de Redes

Ess e vídeo me faz lembrar da história do menino negro que chega em casa da escola e diz à mãe:
_ Mãe, eu quero ser cor de pele.
A mãe indaga:
_Cor de pele filho, como assim?
É mãe, da cor do lápis!

Lápis cor de pele é cor de pele de quem?????

domingo, 19 de julho de 2009

O preconceito nosso de cada dia...

"Época triste a nossa... mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito."
Albert Einstein

Sabe quando falam em preconceito implícito, camuflado, entranhado??? Pois bem, meus caros, está aí um exemplo disso.
De acordo com o Fabio Adiron, existem três categorias de preconceito (no seu texto ele se refere aos termos utilizados) Alguns são explicitamente ofensivos e preconceituosos, muitos são anacrônicos e desatualizados e um terceiro grupo se encaixaria na categoria que é a dos aparentemente corretos que trazem embutido no seu significado uma série de preconceitos e mitos.
Concordo com ele quando diz que esse último é o pior, porque é feito de uma uma forma tão sutil que nem sempre é perceptível. As expressões são sempre eufemísticas, ou podem, como nesse caso, "parecerem" politicamente corretos. (A referida imagem foi extraída de um blog sobre Educação Especial)
Ora! Uma campanha a favor da pessoa com deficiência física que desrespeita a pessoa com deficiência mental??? Que espécie de conscientização é essa?
Uma fala que implicitamente reforça preconceito e estereótipos negativos nada tem de humorística. Tem sim, de preconceito cristalizado, preconceito este, que é a pior das deficiências.

sábado, 18 de julho de 2009

Glogster - ferramenta para criação de posters virtuais

O Glogster é uma ferramenta que reúne elementos gráficos, fotos, vídeos, música e texto.
E para quem ainda não conseguiu visualizar uma funcionalidade educacional para essa ferramenta já existe o Glogster Edu .

O que é o Glogster EDU?
  • Uma plataforma baseada na tecnologia Web 2.0 que permite juntar fotos, vídeos, texto, áudio e muito mais em um único poster online interativo.
  • Uma inovadora e criativa solução digital para educadores para ajudar a manter os alunos ENGAJADOS e tornar o aprendizado mais divertido!
  • Uma interface fácil desenvolvida para apresentar conceitos básicos para seus alunos.
  • Uma série de mecanismos para trabalho em grupo para permitir a seus alunos publicar e compartilhar suas criações e colaborar com outros usuários em esforços coordenados.
  • Uma sala de aula virtual segura, confiável, privativa e monitorada por professores.
  • Uma valiosa ferramenta de aprendizado que pode ser usada em vários temas, incluindo matemática, ciências, história, tecnologia, arte, fotografia, música e muito mais.
  • Uma ferramenta para incentivar as habilidades de seus alunos e o progresso ao longo dos anos.
  • Uma plataforma virtual, digital e educacional que transcende idade, sexo, curriculum, assunto, escolaridade, tipo de escola, lugar, etc.

Eu fiz a minha experiência com a ferramenta.
A primeira impressão? Divertidíssima.
(Clique nas fotos para ampliar e no player para ouvir a música.)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Somos todos cyborgs?

A dúvida é minha. A afirmação de ANDY CLARK, filósofo, autor do livro Supersizing the mind (Aumentando a mente, sem tradução no Brasil) e professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Clark diz ser um cyborg na medida em que todos os seres humanos são. De acordo com sua teoria, nascemos com a capacidade de criar dispositivos para guardar informações e para processá-las fora do cérebro. Por isso, a mente de cada pessoa estaria espalhada pelos cadernos, arquivos de computador e aparelhos de celular usados no dia a dia. “A mente extrapola nosso corpo. Está difusa pelo mundo”

Entrevistado pela Revista Época, Clark afirma: "Nós já somos um pouco cyborgs. Não aqueles de ficção científica, que são feitos de uma mistura de tecido biológico com sistemas computacionais de última geração. Não temos fios e microchips em nosso corpo nem nosso cérebro funciona como um computador. Somos cyborgs por natureza no sentido de que temos uma simbiose com a tecnologia, uma interação muito estreita com dispositivos que inventamos para facilitar nossa vida. Da mesma maneira como você pode incorporar a seu corpo uma estrutura para funcionar como parte dele – é o que acontece quando você se torna muito bom em usar uma raquete de tênis, por exemplo –, podemos usar dispositivos que aumentem nossa capacidade mental. Nós criamos sistemas para que o cérebro tenha o menor trabalho possível."

Acesse a matéria completa

Isso tudo me faz pensar que os limites entre humano e tecnológico parecem estar cada vez mais amálgamos. Em tempos em que se fala em inteligência articifial e tecnologia suficiente para fazer máquinas desenvolverem sentimentos, não é possível prever limites para os avanços tecnológicos.

Bom, ruim? A tecnologia permitiu ao homem passar das lascas de pedra aos objetos polidos; das ferramentas à mecanização e da mecanização à microeletrônica. Parecem avanços naturais.

Se teremos no fututro, tecnologias implantadas no nosso corpo, isso pode ser assustador ou fascinante. O que parece obvio é que as tecnologias deveriam servir para facilitar a nossa vida e ajudar-nos a resolver nossos problemas. Não o contrário.

Essa conclusão me remete à uma conversa com meu marido falando sobre pragas de lavoura. Dizia ele que há algum tempo atrás gastava-se muito menos para produzir. Eram necessários poucos "banhos" (uso de inseticidas, herbicidas, fungicidas). Hoje, algumas das empresas que fabricam esses pesticidas são as mesmas que detém o controle de produção e distribuição de sementes e que através de biotecnologia produzem sementes já "doentes". Ou seja, a tecnologia utilizada para resolver os problemas ( leia-se, financeiros) de alguns. Tecnologias que reforçam relações de poder e formas de capitalismo cristalizadas.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Enquanto isso no país dos normais

(Sem tempo para escrever, reproduzo alguns rabiscos)

Todo dia ele cumpre o mesmo ritual. Chega, dá uma volta no pátio sem nunca mudar a direção. Não se apressa, nem altera o semblante. Ele não se encaixa em nenhum padrão de normalidade, mas é feliz. Vive num mundo que é só seu e no qual imagino que nunca poderei adentrar, muito menos entender.

Aos olhos de alguns ele vive enclausurado em seus próprios pensamentos, os meus ousam ver nele uma pessoa mais livre do que muitos.

A mãe passou a vida a perambular pelas ruas mendigando esmolas e algumas carícias dos bêbados que descançavam nas praças da cidade.

Ele, viveu o infortúnio de ser mais um abandonado a viver de migalhas, até ser acolhido e ter uma vida decente, embora já fosse tarde, tarde demais para ousarem fazer dele uma pessoa "normal".

Mas é feliz. Ele não se preocupa se a roupa que veste está na moda, se os cabelos brancos denunciam sua idade, se seu comportamento vai ser aprovado, se vão achá-lo um tolo feliz, um pobre coitado, se vão rir do seu jeito de dançar, se vão achar estranho que fale dele pra ele mesmo... Ele não entenderia por que nessa sociedade tão organizada e normal nem sempre se pode ser autêntico.

Ele não segue fórmulas prontas de comportamento. Pra falar a verdade ele nem as conhece. Inventou um jeito próprio de viver e vive num eterno processo de desnormalização como se no mundo só existisse uma forma de ser: a sua. Talvez ele prefira não ser mais um, genérico, normal ou normótico. De cara limpa, desfez-se das máscaras e encontrou a fórmula para uma vida saudável e feliz.

Enquanto isso no país dos normais, seres humanos inteligentes, livres e iguais assistem a belíssimos espetáculos teatrais! Bem vindo ao país do "faz de conta."

Faz de conta que eu sou como você, que gosto de festas e de glamour, que eu tenho dinheiro pra manter as aparências, faz de conta que eu me mantenho firme nas minhas verdades e fiel às minhas convicções mesmo quando minhas idéias não estão de acordo com as do chefe da minha empresa, faz de conta que a minha boca fala exatamente o que meu coração sente, faz de conta que sou sempre equilibrado, que nunca perco o controle, que eu não uso máscaras exceto nos bailes à fantasia. Faz de conta que...

Faz de conta que eu sou feliz assim.

sábado, 16 de maio de 2009

Mundo Adaptado

Exerciciozinho básico de alteridade



[Vídeo: You Tube, artigo e textodescrição: Cris Santos, disponível no Bengala Legal
Anúncio: Companhia de Eletricidade da França.]

Textodescrição: Cena 1.

Começamos vendo uma rua movimentada com uma mulher de pé, perdida como uma "barata tonta", sem saber para onde ir direito. Em volta dela, muitas pessoas na calçada passam direto pelos seus lados sem lhe dar atenção. Ela parece querer pedir algum auxílio, mas mal percebem sua presença. Todas essas pessoas, ao contrário da primeira mulher, são cadeirantes.


Cena 2:

Vemos um estabelecimento (parece uma repartição pública) com quatro postos de atendimento. Em um dos postos, um cadeirante é atendido, enquanto outro aguarda sua vez. No outro posto, uma mulher se aproxima e pede uma informação (em francês). O atendente então responde usando a língua de sinais e ela dá uma leve risada, meio sem graça, por não entender nada.


Cena 3:

Dia chuvoso. Em uma rampa inclinada sobem e descem cadeirantes normalmente, enquanto uma pessoa de pé desce escorregando, totalmente sem equilíbrio e desajeitada, tentando não cair.


Cena 4:

Ainda em dia chuvoso, vemos uma pessoa usando um guarda-chuva, meio "arriada" para usar um telefone público que encontra-se em uma altura própria para cadeirantes. Ao seu lado, um cadeirante usa sem problemas outro telefone público, enquanto, do outro lado da rua, uma criança cadeirante aponta para a pessoa arriada.


Cena 5:

Vemos em close um sinal luminoso de pedestres, que tem como símbolo de "ande" o ícone de um cadeirante simulando movimento, na cor verde, e como símbolo de "pare" o ícone de um cadeirante parado, na cor vermelha. Sobre esse sinal luminoso vemos um pequeno alto-falante. O sinal "abre" para a travessia de pedestres e o close é tirado dele. Vemos então dois cadeirantes atravessando a rua, conversando animadamente debaixo da chuva.


Cena 6:

No interior de uma biblioteca, onde todos os livros têm capas iguais, um rapaz de óculos (com ar de intelectual) desvia de uma menina cega que anda entre as estantes sem maiores problemas, com a ajuda de sua bengala. O rapaz pega um dos livros e o folheia sem entender, como se estivesse procurando algum texto ou imagem, mas o livro está impresso em Braille. O rapaz, então, senta próximo à janela, com o livro no colo e olha para o horizonte. Aparece na tela a frase: "O mundo é mais duro quando não está adaptado para você", enquanto a narradora fala: "De agora em diante, os espaços da EDF são acessíveis a todos". Essa última frase aparece junto à logomarca e o slogan da EDF: "Quando seu mundo se ilumina". A EDF é a empresa de distribuição de energia elétrica da França, chamada "Eletricidade da França".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Educa Tube

banner ilustrativo do blog EducatubeO Educa Tube é um espaço que, segundo o editor José Roig, visa divulgar vídeos e material diverso que possa ser utilizados por educadores no meio escolar, bem como divulgar a produção de educadores e alunos.

As informações disponíveis na rede são tantas que por vezes acabamos não encontrando o material de que necessitamos. Achei bacana a ideia de estar reunindo vídeos com caráter educacional, os quais poderão ser utilizados pelos educadores dentro de suas respectivas disciplinas. José Roig, como parceiro exibidor do Porta Curtas Petrobras também vem disponibilizando os vídeos desse acervo, com material riquíssimo para se trabalhar.

Vale conferir.

sábado, 9 de maio de 2009

Oração aos moços (de hoje)

Trechos de Oração aos Moços - Obra de Rui Barbosa, escrita em 1920.

“Não há no universo duas coisas iguais. Muitas se parecem umas com as outras; mas todas entre si se diversificam. Os ramos de uma só árvore, as folhas da mesma planta, os traços da polpa de um dedo humano, as gotas do mesmo fluído, os argueiros do mesmo pó, as raias do espectro de um raio solar ou estelar. Tudo assim, desde os astros do céu, até os micróbios no sangue; desde as nebulosas nos espaços, até os aljôfares do rodo da relva dos prados...

..Se o supremo criador de todas as coisas, na sua imensa sabedoria, assim organizou a ordem da criação, e plasmou nas multifárias facetas de seres criados a suprema harmonia do universo na diversidade de formas, não era para com isso dar aos homens, coroa dessa criação, a grande lição da solidariedade e da convivência entre os diferentes? Se a ordem universal convive com as diferenças em harmonia, e cada corpo celeste em perfeita ordem com os demais, por quê não os Homens? ”

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A escola forma gente para o futuro ou para passado? (Compilando Ideias)

"Os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo"...

Não me recordo de quem é a frase nem onde li. Ela me veio enquanto pensava sobre o quão importantes são os conhecimentos gestados coletivamente. A propósito, acho que conhecimento só se produz coletivamente.

É a linguagem que dá à todos nós, desde a mais tenra idade, a dimensão da nossa existência. Ela nos constitui tanto quanto nosso corpo físico. A experiência de estar em rede nos proporciona diariamente a oportunidade de estender os limites desse nosso mundo, que vai alargando, encompridando, conforme vivenciamos processos de interação e construção participativa do conhecimento. Tenho lido muita coisa boa nestes últimos dias, conhecimento que parte de nossos questionamentos, indagações, reflexões, contradições, enfim... de tudo aquilo que povoa nossas cabeças, nos inquieta e que nos constitui como ser humano e educador.

A questão levantada pelo Robson Freire que dá o título à esse e ao post anterior, provocou e a mim continua provocando algumas sinapses. (voltando a falar em linguagem, comunicação... Neurônios também trocam ideias e são super conectados) :-)

Bom, compilei aqui algumas ideias que meus colegas andaram tendo e que acompanhei pelo reader. Alguns falam por mim, alguns deixaram meus neurônios em polvorosa.

Seguem:

Crises enfrentadas de forma criativa, significam pontos de reorganização e melhoria. É preciso que os alunos reconheçam que a escola é um lugar essencial para a realização humana em toda sua complexidade.
Um trabalho didático que leve em conta a cultura em que a escola se insere, o tipo de vida dos alunos, e a visão de mundo que eles possuem neste contexto.
Trata-se de uma mudança de postura. De dentro para fora. Não basta repetir discursos. Pode-se começar amanhã, ao entrar em sala de aula e olhar no olho do aluno. Pode-se escolher apenas um. Talvez aquele que dê "mais trabalho". (Jenny)

  • Ruptura e Reinvenção da Escola - Política da Terra Arrasada. Repensar completamente a escola em outros termos. É o caminho, conceitualmente mais simples e ao mesmo tempo de implementação prática mais difícil! Requer dirigentes com aquilo roxo, vontade política e esforços sincronizados de professores, dirigentes e políticos, e o que é pior, é uma solução de médio e longo prazo. Pra uma ou duas gerações!
  • Reforma e Contra-Hegemonias Locais das Práticas Escolares - Quase sempre este é o caminho possível para quem não tem poder de decisão de políticas educacionais (eu e você que estamos no dia-a-dia da Escola). É complicado porque vivemos dentro de superestruturas rígidas e todo e qualquer movimento contra-hegemônico é doloroso e trabalhoso. Com muitos refluxos! (Sérgio Lima)

  • Será que devemos concluir que a Escola é, por essência, conservadora e resistente à mudança?
  • Devemos concluir que a tecnologia por si só não interfere nos hábitos humanos?
  • Devemos mudar as formas metodológicas de abordagem do problema?
  • Será que o problema é pertinente?
  • Será que há muito discurso e pouca ação?
  • Trabalhar por projetos seria uma solução viável?
  • Há um comodismo generalizado por parte dos docentes?
  • Não seria melhor derrubar tudo e começar do zero? (Robson Freire)

Para muitos professores a solução está na urgente mudança no/do currículo escolar. Eu também cheguei a defender uma mudança de currículo como forma de reinventar o ensinar-aprender mas, numa sociedade globalizada, num mundo internacionalizado como o que vivemos, que currículo, por melhor que seja, vai atender suas necessidades? O currículo continua composto de fragmentos e fundamentado no classicismo cartesiano. Traz blocos de conteúdos considerados necessários à formação do cidadão, delimita as estratégias de ensino-aprendizagem, estipula o método e critérios de avaliação, e mesmo que o discurso diga que o currículo é flexível, o que a escola quer é uma agulha apontando sempre numa mesma direção, pois ninguém consegue seguir uma bússola desorientada. Em verdade, poucos sabem o que significa um currículo flexível.... Porque se for flexível demais o professor corre o risco de não saber o que fazer, o pessoal técnico pedagógico não saber que rumo tomar, o aluno não se sentir orientado etc. (Franz)

O uso adequado das tecnologias e condições de interagir com as máquinas é, sem dúvida, essencial. Mas o nosso presente exige mais do que isso. O presente exige que essas cabeças pensantes, que pegam uma informação e a transformam em conhecimento, tenham uma nova postura diante da vida. A escola precisa, com urgência, introduzir uma cultura de sustentabilidade e da paz. O presente já exige que as pessoas sejam mais cooperativas e menos competitivas. O presente exige que a escola eduque para a vida sustentável, como explica Moacir Gadotti:

Vida sustentável é o estilo de vida que harmoniza a ecologia humana e ambiental mediante tecnologias apropriadas, economias de cooperação e empenho individual. É um estilo de vida intencional, que se caracteriza pela responsabilidade pessoal, pelo serviço aos demais e por uma vida espiritual significativa. Um estilo de vida sustentável relaciona-se com a ética na gestão do meio ambiente e na economia, com vistas a satisfazer as necessidades de hoje em equilíbrio com as necessidades das futuras gerações. (Miriam Salles)



É isso, queridos leitores. Se eu formo um sujeito pensante, independente do conteúdo específico adquirido na escola, ele, quando adulto, terá condições de buscar os conhecimentos que lhe são importantes, de forma crítica e reflexiva.
Acredito que, independente dos assuntos discriminados em uma grade curricular, os professores hoje têm de se apropriar dos seus conteúdos específicos, interagir com as informações e conhecimentos que rondam a nossa sociedade e levar para a sala de aula todo tipo de questão que promova a reflexão sobre o mundo em que vivemos. (Tati)