segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Novas tecnologias de interação - O sexto sentido chegou !
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Imagine
Mas renovamos nossa esperança de que a humanidade não é uma ilusão à toa. De que viver é uma arte, um ofício. Ofício de, apesar de todas as dores do mundo, ser feliz. Portanto quando o relógio marcar 24 horas do dia 31 de dezembro, um novo ciclo começa, ainda que apenas nas nossas mentes e nos nossos corações. Feliz novo ciclo. Feliz Ano Novo e imaginem, por favor!
Um feliz novo ano especial à todos os amigos que aqui me lêem e deixam seus comentários sempre tão amáveis. Vocês são o rio da minha aldeia, o mais belo rio da minha aldeia (parafraseando Pessoa), o melhor presente que um ser humano pode ter.
Palavras que pretendem ser beijos...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Você ja parou pra pensar?
Mas a preocupação maior não é essa. As pessoas estão preocupadas com quem vai pagar a conta. Financiamento.
Não somos tribos, com interesses comuns, somos ilhas: grandes porções de ambição, cercadas de gente por todos lados. A conferência de Copenhague é o retrato da humanidade nos mais altos píncaros da sua individualidade.
O buraco na camada de ozônio cresce. Mas é um buraco invisível aos olhos humanos. Ainda não enxergamos que se queremos salvar o planeta o buraco é mais embaixo. Ou acima, talvez. De nossos umbigos.
Sustentabilidade é uma palavra desgastada, que na prática, passa ao largo de seus princípios originários, estando cada vez mais vinculada a interesses mercadológícos. Segundo bem afirmou Leonardo Boff, sustentabilidade e desenvolvimento são incompatíveis no mercado. Não existe possibilidade de conciliar sustentabilidade e desenvolvimento dentro de uma economia de mercado. "O desenvolvimento sustentável é um engodo criado para a gente engolir o discurso ecológico. Mas o capitalismo se baseia na produção, no consumo e na acumulação de riquezas. E isso significa expansão, devastação da natureza e desigualdades sociais".
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na renúncia do capital em nome de uma vida saudável em um ambiente equilibrado para todos. Para além da concorrência, a cooperação. Não basta colorir de verde, é peciso pensar verde.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Vamos falar de preconceito?
_Não filho, ela não tem braços, ela nasceu assim.
_Mas como ela come? Será que ela escreve? Como brinca de roda? E para fazer xixi?
Fui bombardeada por essas e outras perguntas enquanto assistíamos a apresentação de encerramento do ano letivo da escola do meu filho. Mas ele só queria saber, não era preconceito. Ela era uma criança diferente de todas as outras, afinal, nenhuma ali balançava, toda feliz, dois toquinhos de braços enquanto dançava. Era natural que ela despertasse olhares de estranhamento. Criança só quer entender. Não pedi que não olhasse, nem que achasse aquilo natural. Expliquei apenas que assim como o tio nascera com os dois dedos do pé grudados ela também tinha nascido sem os braços e que por serem dois membros que usamos muito, ela poderia necessitar de mais ajuda, de algumas adaptações, mas que aprenderia a fazer as coisas de alguma outra forma.
Deixei que olhasse, que matasse a curiosidade natural, que estranhasse. Talvez, se pedisse pra que parasse de olhar, inconscientemente ele entenderia: "nao devo, é feio, proibido..." Assim nascem os tabus. Assim nasceram os meus, que nao pretendo passar adiante.
Preconceito velado, continua sendo preconceito. E o primeiro passo para superá-lo é reconhecê-lo.
Herdamos a cor do cabelo, dos olhos, a altura...mas não herdamos preconceito. Ele não está entranhado no nosso DNA. Preconceito é aprendido. E nós aprendemos. Todos. Mais ou menos. Ninguem está imune à ele. Pode ser clichê mas é a mais pura verdade... Preconceito gera preconceito e em nome dele presenciamos historicamente, verdadeiras atrocidades.
Meu filho, estranhou por um bom tempo aquela situação. Dei à ele esse tempo, mas acho que da próxima vez que se encontrarem, talvez ele a convide para brincar de amarelinha ou segure no seu pedacinho de braço, como se segurasse sua mão.
Esse vídeo chamado Viorar Vel Til Loftarasa e produzido pela banda islandesa Sigur Rós, foi indicação do amigo José Roig, editor dos blogs Letra Viva, Educa Tube e Control Verso, é um termômetro pra mensurar nosso preconceito e um bom recurso para ser explorado em sala de aula.
domingo, 29 de novembro de 2009
HeadMouse - Tecnologia permite pessoas com tetraplegia acessarem o computador

Capturada a imagem, esta aparece no canto inferior direito da tela, limitada por um quadrado que centraliza o rosto da pessoa com um sinal em forma de cruz. A cor verde significa que já é possível navegar, através de movimentos leves da cabeça e dos olhos que direcionam o mouse.
A opção do clique pode ser feita através das configurações (clicando sobre a imagem do usuário) onde podem ser selecionadas as opções de piscar os olhos ou pelo movimento de abrir e fechar dos lábios. É possível definir ainda, a velocidade com que o mouse irá se mover, escolher uma opção para os cliques e arrastar os conteúdos selecionados pelo mouse.
Para que o reconhecimento da imagem seja facilitado é importante que a câmera esteja devidamente centralizada e que, ao fundo haja uma imagem estática (uma parede, por exemplo).
A digitação de textos também é possível de ser realizada, bastando que para isso o usuário localize nas opções de acessibilidade do seu sistema operacional o teclado virtual que, aparecendo na tela do computador, procede-se clicando sobre as letras normalmente.
Com um pouco de treino e controle motor, em pouco tempo o usuário estará interagindo com a máquina de forma autônoma e habilitado a efetuar comandos como executar programas, digitar e navegar pelas páginas.
O download do programa pode ser feito aqui
domingo, 8 de novembro de 2009
Sexismo, colonialismo e currículo
Uma pergunta que me faço como educadora é como a escola tem preparado as pessoas para lidar com questões como diferença, respeito, tolerância, cidadania, relações sociais, valores... E o currículo? Tem privilegiado o debate e o aprofundamento de tais questões? As culturas negadas estão presentes na sala de aula, ou seu silenciamento nasce e é reforçado dentro da própria escola?
O mundo feminino, a sexualidade lésbica e homossexual, as etnias minoritárias ou sem poder, o idoso, a pessoa com deficiência, o índio, o negro estão presentes no cotidiano escolar ou são visitados uma vez ao ano, em data pre-definida para serem "comemoradas"? Esses temas fazem parte do currículo efetivo da escola ou de um currículo turístico visitado esporadicamente?
E as mulheres? Que conceitos ou pré conceitos construi-se até hoje sobre elas? Como a mídia, o cinema, as revistas vêm construindo suas identidades? Continuam elas tendo focados seus valores estéticos e sendo visualizadas como objetos de desejo?
Uma atividade interessante poderia partir da análise de personagens femininos mostrados através dos meios de comunicação. Que imagem de mulher vem sendo reforçada? São estas imagens legítimas e naturais, ou frutos de uma cultura masculinizada e preconceituosa?
Esses temas precisam estar imersos no codiano da sala de aula. Não faz sentido um dia pra se "comemorar" o dia da mulher e para que estas discussões venham à tona. É necessário conduzir os alunos à um olhar mais crítico, capaz de desnaturalisar essa construção histórica que criou a mulher como um ser objetificado, consumido, exótico.
Essas "datas comemorativas" aparentemente inocentes, condensam, em sua estrutura relações de colonialismo e poder, adquirindo significados e representações muitas vezes incorretas que com o passar do tempo vão sendo cristalizadas no imaginário das pessoas produzindo efeitos danosos. Descolonizar o currículo é também torna-lo relevante à essa nova geração e aos diferentes arranjos sociais que se apresentam.
É preciso identificar com urgência, como define Tomaz Tadeu da Silva, estes alienígenas na sala de aula. E mais. Tornar suas vozes presentes. Transformar o currículo em um espaço de legitimação das diversas culturas e de desnaturalização de conceitos e ideias que falseiam ou ocultam a realidade e é no interior das salas de aula que ocorrem processos de reflexão, democratização, participação, rupturas, desmistificação ou num outro extremo: reprodução, alienação, subordinação, silenciamento, opressão, submissão, marginalidade.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Tecnologia favorecendo a acessibilidade
Jogos controlados com o corpo, sem mouse ou controle remoto. Consoles cada vez mais modernos capazes de detectar movimentos em três dimensões...E mais uma tecnologia favorecendo a acessibilidade da pessoa com deficiência.No caso da tecnologia que utiliza sensores que captam movimentos, qualquer movimento que esteja na área de abrangência pode ser identificada na execução dos comandos. Pessoas que possuem comprometimento dos membros superiores, por exemplo, podem utilizar a cabeça ou os ombros como comandos. Se têm dificuldadade para segurar ou clicar com o mouse - tecnologia essa pouco acessível - através de movimentos que dispensam precisão, poderão interagir de forma eficiente, realizando de forma simples, tarefas antes complexas.
Crianças com autismo também podem se beneficiar dessa tecnologia, uma vez que a quantidade de estímulos pode atrapalhar o nível de concentração. É comum, quando em frente a um computador, que crianças com essa síndrome dispersem o foco: tocam ou se perdem olhando para os periféricos: mouse, teclado, monitor, demonstrando dificuldade em executar funções diversas ao mesmo tempo, mantendo o nível de concentração à tarefa. O uso do próprio corpo como comando pode facilitar esse processo.
No caso do computador essa tecnologia é possível através de uma câmera que, acoplada capta os movimentos. Quer saber como funciona? Você pode testar aqui
domingo, 18 de outubro de 2009
Inclusive - Inclusão e Cidadania
Mais sobre a Inclusive:
A Inclusive é um projeto autônomo e voluntário criado para promover a inclusão das pessoas com deficiência através da difusão da informação. Foi ao ar em março de 2008 por iniciativa da Patricia Almeida, jornalista e coordenadora estratégica do Instituto MetaSocial
. Em setembro de 2008 o Lucio Carvalho juntou-se aos colaboradores e, em julho de 2009, a Camilla Sartorato chegou para unir-se e compor a coordenação geral do projeto.
Nossos objetivos estão focados na promoção da inclusão social por meio da produção e veiculação de conteúdos informativos, principalmente sobre educação e direitos humanos relacionados a segmentos sociais vulneráveis – em especial às pessoas com deficiência.
Com isso, pretendemos sensibilizar e conscientizar órgãos governamentais, veículos de comunicação, assessorias de imprensa, organizações da sociedade civil, formadores de opinião e a população em geral quanto aos direitos, serviços e informações relativas a esses segmentos sociais.
Temos a intenção de colaborar para a promoção dos direitos humanos e, em especial, da “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência” da Organização das Nações Unidas (ONU) e da legislação sobre os direitos das pessoas com deficiência em direção a um público cada vez maior e heterogêneo.
Além de contar com uma produção própria, a Inclusive recebe informações para divulgação em seu site e para seus usuários cadastrados. Os interessados podem enviar sugestões de notícias e outras colaborações para o e-mail inclusive@inclusive.org.br informando seu nome e a fonte da notícia.
Temáticas mais recorrentes
Inclusão social, com foco nas pessoas com deficiência;
A Inclusive é formada por profissionais da área de comunicação e outros interessados em inclusão que trabalham voluntariamente.
Praticamos o chamado jornalismo cidadão. Dentro desse espírito, a Inclusive mantém-se aberta à colaboração e parceria com outras instituições, tais como universidades, órgãos de imprensa, organizaçãos não-governamentais e, também, com pessoas individualmente.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sobre Jequitibás e eucaliptos, ou sobre Adélias e Valdetes
Lendo-o, mergulhei numa esfera de tempo que já vai longe... Pelos idos de 1980 e poucos. Lembrei de dona Adélia e de dona Valdete, professoras que me acompanharam na 1ª e 2ª série respectivamente.
Dona Valdete ensinava sorrindo. Dona Adélia só ensinava.
Ambas deixaram marcas. As deixadas por dona Adélia ficaram como hematomas que não mais doem, mas permanecem. As de dona Valdete, como rabiscos de tinta guache, coloridos de sonhos, hoje suavisadas pelos dias que escorrem vorazes, mas ainda nitidamente visíveis nos papeis ja amarelecidos. Seus ensinamentos tinham sabor doce. De sorvete com calda de ternura.
Dona Adélia sabia dar aulas. Dona Valdete sabia aprender, (re)aprender e (des)aprender todos os dias.
Dona Adélia era uma funcionária do Estado; dona Valdete, artesã. E como artesã, não permitia que sua identidade fosse engolida por sua função. Sua identidade eram suas convicções, aquilo em que acreditava e que a trouxera até aquela escola, naquela sala, com aquelas crianças: eu e meus colegas, e onde podia se ler em negrito, Ofício: educadora.
Dona Valdete não lecionava. Plantava tâmaras, e não se preocupava se a colheita demorasse a vir. As duas tinham um emprego. A diferença é que uma chamou-se, assim, de dentro, a outra fora chamada.
Dona Adélia seguia os horários e cumpria rigorosamente as datas. Tudo pra ela funcionava com a rigidez de um oficial. Dona Valdete era livre e feliz.
Dona Adélia seguia o conteúdo dos livros disciplinarmente. Dona Valdete escrevia poesia. Eu as declamava na igreja.
Dona Adélia me ensinou a escrever; dona Valdete, o gosto pela escrita.
Dona Adélia controlava com o olhar e proibia; dona Valdete com o sorriso e a explicação.
Dona Valdete era uma Bela (des) Adormecida. Dona Adélia, não mais a vi. Talvez tenha sido acordada de seu sono letárgico. Ou não.
Inspirado na crônica de Rubem Alves: Sobre jequitibás e eucaliptos
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Capacitação para Professores da Rede
Aconteceu no último dia 21, a última etapa da capacitação de professores da rede regular de ensino do município de Curitibanos/SC que, tendo em vista a diversidade da clientela do contexto educacional e o conseqüente despreparo dos professores em contribuírem para o aprendizado das pessoas com deficiência objetivou auxiliá-los de forma a equiparar as oportunidades educacionais para todos através de uma sistemática de capacitação organizada em 5 módulos, sendo esta última uma oficina pedagógica.
Dentre os temas trabalhados, foram desenvolvidas de forma prática, atividades utilizando mapas conceituais, através do software Inspiration como ferramenta auxiliar no desenvolvimento de processos mentais e na elaboração de conceitos e, ainda, através da criação de blogs, de forma que os alunos pudessem experienciar formas de aplicabilidade educativa dos recursos tecnológicos.
sábado, 3 de outubro de 2009
Sigur ros - Svefn-g-englar
O clip é feito com a participação de uma companhia de teatro composta por atores com Síndrome de Down. Dica do meu amigo José Roig.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Assim como você, ele também é dEficiente
Vale a visita.
*Essa expressão dEficiente (escrita assim com E maiúsculo) eu vi no blog da Regina Heidrich,
e dispensa maiores explicações né. Mas se você quiser saber mais, passa lá. Eu plagiei, mas é por uma causa nobre :-)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Campanha pela Inclusão
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Promovendo acessibilidade ao computador
Acionadores de pressão, teclado com colméia e mouses adaptados foram as aquisições realizadas através da empresa Clik Tecnologia Assistiva que disponibiliza várias adaptações de hardware e de software.
Alunos com autismo, paralisia cerebral e deficiências motoras serão beneficiados, e, dessa forma cumprimos um dos nossos grandes desafios: garantir à todos, e principalmente aos alunos, cujos padrões não seguem os quadros típicos de desenvolvimento, possibilidades de acesso, interação e aprendizagem.
