O Canal Futura através de um serviço de busca, download e compartilhamento coloca a disposição dos educadores boa parte do seu acervo.
O Futuratec é uma ferramenta que pode auxiliar o educador em seus projetos, trazendo para a sala de aula um recurso valioso para dinamizar e enriquecer suas aulas.São cerca de 700 episódios, na íntegra, organizados por temas, facilitando a busca de programas a partir dos assuntos que o professor deseja abordar em suas atividades educativas.
É possível fazer a busca por arquivos digitando o conteúdo ou selecionando entre as trinta categorias disponíveis, entre estas: Direitos humanos, diversidade cultural, cultura afro-brasileira, ciência e tecnologia, atualidades, entre outras.
Vários tutoriais auxiliam o professor a fazer o download, a gravação e o compartilhamento dos vídeos e um fórum está disponível para sanar dúvidas e conferir detalhes sobre como utilizar o material.
A palavra é o meio pelo qual, cada um de nós se utiliza para dizer do outro, para constitui-lo, defini-lo, categorizá-lo. Identidades não são, pois, fixas, mas construídas nas, e pelas relações que estabelecemos com o mundo. É a forma com que os outros me olham, me significam e como estabeleço relação com estes processos sociais, que me constituem como sujeito. A construção de identidades está assim relacionada com o lugar de onde vemos, submetida àquele que vê, que ouve, que assiste, que lê. De igual importância neste processo: do que se mostra, se narra, se escreve.
A construção de identidades supõe uma relação de poder daquele que define para aquele que é assim , definido, sendo utilizado, muitas vezes, para impor ao mundo representações, escrever histórias únicas. O outro, diverso, não raras vezes passa a ser entao entendido, como o estranho, o exótico, o inferior.
Estereótipos e preconceitos – legitimadores de relações de sujeição ou de exclusão – surgem a partir da construção de narrativas únicas . O rol de identidades que se cria, para explicar o outro, é imenso, e nessas narrativas, com frequência, a presença da diferença como sinônimo de inferioridade, o lugar do desvio. O outro, diferente, não representa apenas um outro que não sou eu, mas aquele que, diverso, foge ao padrão e sob esta condição, necessita ser normalizado.
Traduções hegêmonicas incorrem em uma visão simplista, pouco complexa, que não dão conta de explicar o outro ou os outros dos quais falamos, pelo fato de que negam a substancialidade dos sujeitos. Igualmente simplista é a compreensão de que todo grupo goza de imunidade, uma vez que, como sujeitos históricos carregamos marcas identitárias que dificultam romper com o instituído e com a ordem dada, podendo, ainda, que estereótipos, pelo reforço do discurso, passem a serem tomados como verdades absolutas.
Nestes enquadramentos que realizamos, mulheres são delicadas e frágeis; gordinhos são sempre simpáticos; homens não choram; surdos são agressivos; negros, sempre pobres; nordestinos, preguiçosos; norte americanos, ricos; italianos, sovinos; os britânicos, reservados e polidos; alemães, trabalhadores e adoradores de cerveja e os orientais...ah como são sábios!
A família, a mídia e os livros didáticos inserem-se aí como os grandes responsáveis pela formação de estereótipos. No entanto uma visão superficial de qualquer que seja a realidade pode incorrer em padronização e à construção de conceitos generalistas, tomando-se o particular como o geral, de forma equivocada.
O vídeo abaixo, indicação do amigo José Roig, é a leitura da escritora nigeriana Chimamanda Adichie sobre histórias únicas que lhe foram contadas e de como isso pode interferir na formação de povos, culturas e sujeitos, dificultando a comunicação intercultural.
Divulgando o II Curso Nacional de Educadores da cidade do Rio Grande, que terá como tema da Segunda Etapa: Tecnologias Aplicadas à Educação, que acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2010, onde estarei trabalhando com o tema: Tecnologias Educacionais: Para quem Precisa se Incluir e com a Oficina: Recursos tecnológicos como estratégia de acessibilidade e de aprendizagem de alunos com deficiência intelectual.
Em abril passado foi lançado o Jecripe, tido como o primeiro jogo para crianças com Síndrome de Down com a proposta de trabalhar áreas que necessitam ser estimuladas em crianças com a síndrome: linguagem, percepção, coordenação viso-motora, motricidade...
Minhas impressões sobre o jogo:
Jecripe não é um software para crianças com Síndrome de Down. É um software para algumas crianças com Síndrome de Down.
As propostas de atividades são direcionadas à uma determinada faixa etária. Crianças em idade pré escolar se beneficiariam dele, ao passo que seria compreensível que à uma criança de oito anos, por exemplo, não despertasse nenhum interesse. Da mesma forma, poderá ser explorado de modo a favorecer o aprendizado e o desenvolvimento de uma criança sem a síndrome. Ou seja, beneficiar qualquer criança, desde que esteja adequado à sua faixa etária e ao seu nível de desenvolvimento.
Possui uma interface simples e acessível, com boa qualidade áudio-visual.
O direcionamento dado pela personagem que conduz à criança para as atividades é importante, considerando-se que aquelas com pouca familiaridade com as ferramentas computacionais e menor nível de autonomia poderão interagir com o jogo. Entretanto, como um jogo de estímulo, deveria promover maiores desafios, de forma a fazer com que a criança sinta-se motivada a avançar em suas conquistas, agindo com progressiva autonomia.
Algumas considerações sobre softwares e deficiência intelectual:
A utilização de softwares prontos (pacotes) podem incorrer em padronização do ensino.
Existe uma idéia equivocada de que entre pessoas com deficiência intelectual existe uma universalidade de características comuns à todos. É preciso que antes da deficiência esteja a criança. Com suas especificidades, seus gostos, suas características pessoais, seu ritmo, suas habilidades, suas limitações, suas necessidades...Suas. De cada um e de todos de forma diferenciada.
Softwares direcionados a este ou aquele público, com esta ou aquela finalidade - definidas a priori - podem limitar, engessar o professor podendo, igualmente limitar o aluno.
Mais importante que a tecnologia é a pedagogia. Aliados à uma intervenção de qualidade do professor, os softwares podem ser importantes instrumentos para a aprendizagem. Uma mesma ferramenta pode ser educativa ou não, servir ou não ,dependendo de todas as variantes que se apresentarem: do contexto, do olhar do professor, do objetivo...
Eu não sonhei ser mãe. Sempre achei que mãe era um ente grandioso demais diante de todas as minhas miudezas... Sublime, compreensiva, atenciosa, amável, dedicada, tolerante, bondosa e todos os outros predicados bonitos escritos nos dicionários. Além disso, mãe precisava saber fazer bolinho de chuva, defender a gente do homem do saco e procurar pelo nosso sono que teimava em sumir em dia de trovoada forte. Mãe precisava conhecer muitas histórias e ter paciência de repeti-las quantas vezes a gente desejasse, até decorar. Tinha que conseguir convencer que quando a gente toma banho não há risco nenhum de a gente escorrer pelo ralo, como a água que se esvai. Mãe precisava ter uma força visceral, presença carnal e espiritual para guiar a cria quando de seus enganos juvenis, equilíbrio circense, paciência bovina e sabedoria divina. Eu não desejei ser mãe...havia uma vaga descrença humana que imputava a mim, o não merecimento do dom. Um junho qualquer veio para mostrar as meio-falácias das minha teorias. E ele estreiou nesse plano me fazendo compreender que em meio à todas às minhas (reais) pequenezas, o meu ser mãe era o lugar de onde e para onde ele poderia voltar e encontrar o sentimento de amor maior capaz de atenuar qualquer sensação de desamparo. Entendi que a supremacia de uma mãe não está nos atributos de perfeição que se ligam à ela por analogia. Mas que pra toda imperfeição há um propósito - este sim, supremo de elevação espiritual que nos aproxima de Deus. Eu não desejei ser mãe, mas desejei conhecer o amor em sua forma mais perfeita. E sendo, eu aprendi a amar... e a fazer bolinhos de chuva.
Essa é das antigas, e uma das que Gianluca, meu filho, mais gosta. Daquelas que a gente conta e reconta tantas vezes quanto o gosto deles pela história mandar. Os créditos das imagens são do Claudemir Spitzer, amigo fotógrafo, PhD em fhotoshop que me presenteou, unindo seu talento aos meus rabiscos literários.
Uma Casa para o Ratinho
Elisangela Zampieri
Ratinho Tinho procurou um lugar para fazer o seu ninho.
Procurou, procurou e uma casa encontrou. Era uma casa grande e bonita com um jardim enorme na frente. Só que era casa de gente. Mas casa de gente também pode ser casa de rato!
E o ratinho andou, subiu e desceu escadas, a porta estava fechada....
Mas no canto, bem no cantinho, uma pequena passagem, um buraco bem do seu tamainho...
Aliás rato sempre acaba encontrando um buraco exatamente do seu tamanho.
Perceberam?
E ratinho entrou... Mas ai que dó! Uma casa bonita, mas muito grande para um rato viver só!
Mas no canto, bem no cantinho havia um quarto. Um quarto bem arrumado,com cama, armário, balcão, guarda-roupa, tudo muito organizado.
Mas o quarto ainda era grande...
Foi então que ratinho viu o armário:
_Um armário pode ser uma boa casa para um rato solitário.
Só que o armário estavatrancado. Mas no chão, estava a chave caída.
E ratinho encontrou a saída. Juntou a chave, que era quase do seu tamanho, e com grande esforço o armário ele abriu...
Mas o armário era enorme, amplo e espaçoso demais...
No fundo, bem no fundo, escondida estava uma mala!
_Uma mala pode ser a saída para arranjar minha vida!
Mas que pena! Uma casa muito bela, mas ainda muito grande para um rato morar nela.
Mas dentro da mala havia uma caixa. E uma caixa de sapato, quem diria, mas é fato, pode ser a casa perfeita se o morador for um rato.
Mas eis qual foi a surpresa, quando ratinho descobriu, que dentro da caixa havia um sapato...
Pois lhe conto e não omito, havia um sapato bonito, que seria a casa ideal para a história ter um final.
E ratinho foi entrando e o lugar organizando...
Limpa, arruma, lava o chão com muita água e sabão... Pois ao contrário do que pensam nem todo ratogosta de sujeira.
E foi assim, desta maneira, que Tinho, o rato limpinho, arrumou o seu cantinho.
E a história poderia terminar assim...
“E o ratinho foi feliz para sempre”...
Mas como essa história é um pouco diferente, ela termina assim...
Só que o que ninguém esperava, de fato aconteceu, eis que a dona do sapato, a própria, apareceu. De nada adiantou choro, reclamação ou pechincha.
Vejam só que desatino, o rato virou inquilino. Vixi, meu Deus do céu! Onde é que já se viu, um rato pagando aluguel?!?
BubblePLY é uma ferramenta bacana para criação de legendas em vídeos e embora não tenha sido criado originalmente para esse fim, proporciona acessibilidade à deficientes auditivos. Online, de forma simples e rápida.
A ferramenta possibilita legendar vídeos da internet, adicionar elementos e publicar o resultado onde desejarmos, além de fornecer um link de acesso para nossa criação. Também possibilita postar os vídeos originais em um site e fornecer a ferramenta de inserção de legendas para os visitantes.
O BubblePLY suporta diversas páginas de vídeos. Entre elas a CNN, Comedycentral, Dailymotion, Google Video, Metacafe, MySpace, Veoh e YouTube. Clique aqui para ver a relação completa de páginas compatíveis com o BubblePLY.
Ao chegar à página inicial do BubblePLY, é pedido o URL de um vídeo alojado na internet. Assim, para baixar um vídeo para edição basta informar o URL e clicar em "next".
Para inserir legendas, selecionamos "Subtitle" e digitamos o texto desejado. A duração do texto pode ser ajustada usando pontos de início e de fim , isto permite ajustar perfeitamente as legendas às palavras de maneira muito simples.
Finda 2009 e novos ciclos se configuram. Não porque o ano termina, já que cumprimos rotas independentes, mas porque assim a vida acontece. Ora, somos mutáveis, modificáveis, insatisfeitos, ambiciosos, ávidos. Completa-se o ciclo da terra em torno do astro maior, o que nao significa que concluímos o nosso, do lado de cá, debaixo desse céu anil, embora assim pareça...A gente acredita, que o que nao foi assim tao bom, na útima badalada do sino, ja era. Paz e felicidade aos homens de boa vontade porque um ano novo começa. Assim reza a sabedoria popular. Ano novo, vida nova e as esperanças se renovam e a gente faz planos, traça metas possíveis e improváveis e despendemos energia demais com coisas pouco importantes. E transformamos o planeta num lugar inóspito. Consumimos demais. Poluímos demais. Trabalhamos demais. Vivemos de menos. Desejamos saúde e continuamos envenenando o planeta. Desejamos paz e continuamos ouvindo que a guerra é necessária para se chegar à ela. Paradoxo. Desejamos a felicidade ao custo de nao ver, de negar. Não assistir ao noticiário para nao ver os corpos assassinados, as crianças com cancer.Desviar do pedinte para nao passar o resto do dia mal, culpando-se por ter uma vida digna. E nos lastimamos, entristecemos, adoecemos quando descobrimos que a espiritualidade absoluta é um caminho longo cravejado de barbárie e desamor.
Mas renovamos nossa esperança de que a humanidade não é uma ilusão à toa. De que viver é uma arte, um ofício. Ofício de, apesar de todas as dores do mundo, ser feliz. Portanto quando o relógio marcar 24 horas do dia 31 de dezembro, um novo ciclo começa, ainda que apenas nas nossas mentes e nos nossos corações. Feliz novo ciclo. Feliz Ano Novo e imaginem, por favor!
Um feliz novo ano especial à todos os amigos que aqui me lêem e deixam seus comentários sempre tão amáveis. Vocês são o rio da minha aldeia, o mais belo rio da minha aldeia (parafraseando Pessoa), o melhor presente que um ser humano pode ter.
Palavras que pretendem ser beijos...
Estão decidindo nosso futuro. Nao o meu, nem o seu. O do planeta. Estão decidindo se daqui há alguns anos sobreviveremos às profundas alterações climáticas e a um planeta cada vez mais inóspito.
Mas a preocupação maior não é essa. As pessoas estão preocupadas com quem vai pagar a conta. Financiamento.
Não somos tribos, com interesses comuns, somos ilhas: grandes porções de ambição, cercadas de gente por todos lados. A conferência de Copenhague é o retrato da humanidade nos mais altos píncaros da sua individualidade.
O buraco na camada de ozônio cresce. Mas é um buraco invisível aos olhos humanos. Ainda não enxergamos que se queremos salvar o planeta o buraco é mais embaixo. Ou acima, talvez. De nossos umbigos.
Sustentabilidade é uma palavra desgastada, que na prática, passa ao largo de seus princípios originários, estando cada vez mais vinculada a interesses mercadológícos. Segundo bem afirmou Leonardo Boff, sustentabilidade e desenvolvimento são incompatíveis no mercado. Não existe possibilidade de conciliar sustentabilidade e desenvolvimento dentro de uma economia de mercado. "O desenvolvimento sustentável é um engodo criado para a gente engolir o discurso ecológico. Mas o capitalismo se baseia na produção, no consumo e na acumulação de riquezas. E isso significa expansão, devastação da natureza e desigualdades sociais".
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na renúncia do capital em nome de uma vida saudável em um ambiente equilibrado para todos. Para além da concorrência, a cooperação. Não basta colorir de verde, é peciso pensar verde.
_Mãe, olha! Ela nao tem braços! _Não filho, ela não tem braços, ela nasceu assim. _Mas como ela come? Será que ela escreve? Como brinca de roda? E para fazer xixi?
Fui bombardeada por essas e outras perguntas enquanto assistíamos a apresentação de encerramento do ano letivo da escola do meu filho. Mas ele só queria saber, não era preconceito. Ela era uma criança diferente de todas as outras, afinal, nenhuma ali balançava, toda feliz, dois toquinhos de braços enquanto dançava. Era natural que ela despertasse olhares de estranhamento. Criança só quer entender. Não pedi que não olhasse, nem que achasse aquilo natural. Expliquei apenas que assim como o tio nascera com os dois dedos do pé grudados ela também tinha nascido sem os braços e que por serem dois membros que usamos muito, ela poderia necessitar de mais ajuda, de algumas adaptações, mas que aprenderia a fazer as coisas de alguma outra forma.
Deixei que olhasse, que matasse a curiosidade natural, que estranhasse. Talvez, se pedisse pra que parasse de olhar, inconscientemente ele entenderia: "nao devo, é feio, proibido..." Assim nascem os tabus. Assim nasceram os meus, que nao pretendo passar adiante.
Preconceito velado, continua sendo preconceito. E o primeiro passo para superá-lo é reconhecê-lo.
Herdamos a cor do cabelo, dos olhos, a altura...mas não herdamos preconceito. Ele não está entranhado no nosso DNA. Preconceito é aprendido. E nós aprendemos. Todos. Mais ou menos. Ninguem está imune à ele. Pode ser clichê mas é a mais pura verdade... Preconceito gera preconceito e em nome dele presenciamos historicamente, verdadeiras atrocidades.
Meu filho, estranhou por um bom tempo aquela situação. Dei à ele esse tempo, mas acho que da próxima vez que se encontrarem, talvez ele a convide para brincar de amarelinha ou segure no seu pedacinho de braço, como se segurasse sua mão.
Esse vídeo chamado Viorar Vel Til Loftarasa e produzido pela banda islandesa Sigur Rós, foi indicação do amigo José Roig, editor dos blogs Letra Viva, Educa Tube e Control Verso, é um termômetro pra mensurar nosso preconceito e um bom recurso para ser explorado em sala de aula.
Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Universidade de Lleida, na Espanha, permite que pessoas tetraplégicas possam acessar o computador somente com movimentos faciais: olhos, cabeça, lábios...
Isso é possível graças à um sistema de captura de imagem através de uma câmera (webcam) sendo que qualquer modelo pode ser utilizado. A câmera faz o reconhecimento da imagem através de um sistema de calibração. Para que a imagem seja reconhecida, basta que o usuário faça alguns movimentos com a cabeça, olhos e sobrancelhas...Uma imagem que mostra o ritmo certo do piscar dos olhos ajuda na calibração.
Capturada a imagem, esta aparece no canto inferior direito da tela, limitada por um quadrado que centraliza o rosto da pessoa com um sinal em forma de cruz. A cor verde significa que já é possível navegar, através de movimentos leves da cabeça e dos olhos que direcionam o mouse.
A opção do clique pode ser feita através das configurações (clicando sobre a imagem do usuário) onde podem ser selecionadas as opções de piscar os olhos ou pelo movimento de abrir e fechar dos lábios. É possível definir ainda, a velocidade com que o mouse irá se mover, escolher uma opção para os cliques e arrastar os conteúdos selecionados pelo mouse. Para que o reconhecimento da imagem seja facilitado é importante que a câmera esteja devidamente centralizada e que, ao fundo haja uma imagem estática (uma parede, por exemplo).
A digitação de textos também é possível de ser realizada, bastando que para isso o usuário localize nas opções de acessibilidade do seu sistema operacional o teclado virtual que, aparecendo na tela do computador, procede-se clicando sobre as letras normalmente.
Com um pouco de treino e controle motor, em pouco tempo o usuário estará interagindo com a máquina de forma autônoma e habilitado a efetuar comandos como executar programas, digitar e navegar pelas páginas.
Uma garota vestida com trajes considerados impróprios. Um bando de rapazes tomados pela euforia e por instintos de selvageria. O caso da garota da Uniban repercutiu no país e fora dele. As opiniões reforçam a massiva desaprovação ao ato.
Uma pergunta que me faço como educadora é como a escola tem preparado as pessoas para lidar com questões como diferença, respeito, tolerância, cidadania, relações sociais, valores... E o currículo? Tem privilegiado o debate e o aprofundamento de tais questões? As culturas negadas estão presentes na sala de aula, ou seu silenciamento nasce e é reforçado dentro da própria escola?
O mundo feminino, a sexualidade lésbica e homossexual, as etnias minoritárias ou sem poder, o idoso, a pessoa com deficiência, o índio, o negro estão presentes no cotidiano escolar ou são visitados uma vez ao ano, em data pre-definida para serem "comemoradas"? Esses temas fazem parte do currículo efetivo da escola ou de um currículo turístico visitado esporadicamente?
E as mulheres? Que conceitos ou pré conceitos construi-se até hoje sobre elas? Como a mídia, o cinema, as revistas vêm construindo suas identidades? Continuam elas tendo focados seus valores estéticos e sendo visualizadas como objetos de desejo?
Uma atividade interessante poderia partir da análise de personagens femininos mostrados através dos meios de comunicação. Que imagem de mulher vem sendo reforçada? São estas imagens legítimas e naturais, ou frutos de uma cultura masculinizada e preconceituosa?
Esses temas precisam estar imersos no codiano da sala de aula. Não faz sentido um dia pra se "comemorar" o dia da mulher e para que estas discussões venham à tona. É necessário conduzir os alunos à um olhar mais crítico, capaz de desnaturalisar essa construção histórica que criou a mulher como um ser objetificado, consumido, exótico.
Essas "datas comemorativas" aparentemente inocentes, condensam, em sua estrutura relações de colonialismo e poder, adquirindo significados e representações muitas vezes incorretas que com o passar do tempo vão sendo cristalizadas no imaginário das pessoas produzindo efeitos danosos. Descolonizar o currículo é também torna-lo relevante à essa nova geração e aos diferentes arranjos sociais que se apresentam.
É preciso identificar com urgência, como define Tomaz Tadeu da Silva, estes alienígenas na sala de aula. E mais. Tornar suas vozes presentes. Transformar o currículo em um espaço de legitimação das diversas culturas e de desnaturalização de conceitos e ideias que falseiam ou ocultam a realidade e é no interior das salas de aula que ocorrem processos de reflexão, democratização, participação, rupturas, desmistificação ou num outro extremo: reprodução, alienação, subordinação, silenciamento, opressão, submissão, marginalidade.
Jogos controlados com o corpo, sem mouse ou controle remoto. Consoles cada vez mais modernos capazes de detectar movimentos em três dimensões...E mais uma tecnologia favorecendo a acessibilidade da pessoa com deficiência.
Pessoas com movimentos comprometidos e dificuldade de coordenação motora fina, podem valer-se dessa tecnologia para realizar atividades com maior nível de interação com a máquina. Embora existam recursos como mouses e teclados adaptados, o custo elevado acaba impossibilitado o acesso a um número significativo de pessoas com estas deficiências, sendo ainda, que tais recursos precisam ser projetados para atender diversas especificidades.
No caso da tecnologia que utiliza sensores que captam movimentos, qualquer movimento que esteja na área de abrangência pode ser identificada na execução dos comandos. Pessoas que possuem comprometimento dos membros superiores, por exemplo, podem utilizar a cabeça ou os ombros como comandos. Se têm dificuldadade para segurar ou clicar com o mouse - tecnologia essa pouco acessível - através de movimentos que dispensam precisão, poderão interagir de forma eficiente, realizando de forma simples, tarefas antes complexas.
Crianças com autismo também podem se beneficiar dessa tecnologia, uma vez que a quantidade de estímulos pode atrapalhar o nível de concentração. É comum, quando em frente a um computador, que crianças com essa síndrome dispersem o foco: tocam ou se perdem olhando para os periféricos: mouse, teclado, monitor, demonstrando dificuldade em executar funções diversas ao mesmo tempo, mantendo o nível de concentração à tarefa. O uso do próprio corpo como comando pode facilitar esse processo.
No caso do computador essa tecnologia é possível através de uma câmera que, acoplada capta os movimentos. Quer saber como funciona? Você pode testar aqui