segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

THE END



Entre mortos e feridos salvaram-se (quase) todos...


CPMF...


E que venha 2008...

Elis versão simpsonizada

Vi essa brincadeira no blog do colega Daniel e resolvi fazer a minha versão. Olha no que deu. Se quiser simpsonizar-se também acessa: http://carbonocatorze.blogspot.com/ tem um post lá indicando como faz, aí você já aproveita para conhecer um pouquinho do trabalho dele.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Inclusão Digital X Processos de In/exclusão

Em recente noticiário O MEC divulgou a implantação, no início do próximo ano, de laboratórios de informática, em 9 mil escolas públicas urbanas que ainda não estão equipadas. De acordo com o órgão, cada laboratório será composto por dez microcomputadores, com estabilizador de tensão, uma impressora a laser e um roteador (equipamento que compartilha uma conexão entre os computadores, possibilitando comunicação via intranet e internet).
Dados mostram que, desde o início de 2007, o ProInfo expandiu o atendimento de 1,8 mil para 5,3 mil municípios, ampliando de cerca de 6,5 mil para 13 mil escolas equipadas com laboratórios de informática.
Estima-se que até 2010, cerca de 80 mil escolas da quinta à oitava séries que ainda não dispõem de laboratórios de informática devem estar equipadas. A programação prevê a inclusão no ProInfo de 20 mil escolas apenas em 2008. Estas iniciativas têm como objetivo promover a inclusão digital, principalmente à pessoas de baixa renda.

Problematizando a questão:
Me utilizo desta reportagem para levantar duas questões, através de uma análise pessoal embasada nas pesquisas de Maura Corcine Lopes em seu livro In/ Exclusão, nas tramas da escola.
  • Como compreendemos os termos inclusão e cidadania?
  • Inclusão digital promove inclusão social?
Inclusão Digital e Cidadania. A inclusão digital está lançada. Acesso à informação promove inclusão digital. Um excluído digital é e será ao mesmo tempo um excluído social.
Sobre inclusão, de modo geral, entendemos que basta estar dentro para deixar de ser um excluído. No entanto,  embora a inclusão seja lida como o oposto da exclusão, ela só existe se existir a exclusão, por isso da utilização do termo in/exclusão como sendo conceitos tão imbrincados que um é socialmente dependente do outro. De fato, só existe inclusão porque existe a exclusão, embora os limites que demarquem quem está dentro e quem está fora sejam muito sutis, mas quem está dentro só sabe que está porque existem os que estão do lado de fora, os excluídos e quem está do lado de dentro, com frequência luta para manter-se nessa posição, desconsiderando os que estão na posição inversa, formando-se aí um conceito de cidadania muito individualizada e egocêntrica, tendo em vista que não existe uma preocupação com a causa comum ou social.

De acordo com Bauman " o cidadão é uma pessoa que tende a buscar o próprio bem estar através do bem estar da cidade, ao contrário do indivíduo que tende a ser morno, cético ou prudente com relação à causa comum, ao bem comum, à boa sociedade ou à sociedade justa"

Nesse sentido, questiona-se as narrativas sobre inclusão digital que reduzem sua compreensão de modo que é entendida como sendo simplesmente uma forma de dar acesso ou disponibilizar aos sujeitos as tecnologias digitais. São iniciativas importantes, mas que por si só, não garantem inclusão digital. Parece que o que há aí é a invenção de um novo significado ligado à inclusão e à cidadania. Constrói-se uma nova configuração onde estes conceitos estão intimamente ligados à capacidade de envolver estes sujeitos numa aldeia global, articulando-se à discursos vinculados ao processo de globalização, redes de conhecimento e aprendizagem e rompimento de barreiras reais ou imaginárias que nos separam geograficamente.

Com frequência, quando ouvimos esses discursos sobre inclusão e cidadania, ouvimos também à expressão "para todos", até porque se assim não fosse julgaríamos tais propostas como seletivas ou injustas. Claudia Werneck, em seu livro Quem Cabe no seu TODOS, questiona quem seriam esses todos, da inclusão. Quem caberia nesse TODOS? Sem dupla interpretação, TODOS é TODOS e sabemos que ainda são tímidas as iniciativas governamentais com relação à essa proposta.

Feitas estas considerações questiona-se: A que cidadania se vincula o direito às tecnologias digitais? De que forma as iniciativas em favor da inclusão digital expressam interesses comuns ou a favor da coletividade?

A TV do Futuro é quase Presente

TV digital, a onda do momento...Depois do computador, do celular popular, e de tantas outras tecnologias chegou a vez da televisão se modernizar. Uma versão que mais se parece com a televisão dos Jetsons, aquele desenho animado que conta histórias de uma família do futuro. Ela é uma mistura da televisão como conhecemos, com uma pitada de computador, mais uma dose de telefone... Consegue imaginar? Pode acreditar, essa televisão do futuro está bem próxima da nossa casa.
Mas, culturalmente falando, o que muda com esta nova tecnologia?

Especialista em TV e educação comenta como a televisão digital pode mudar a formação cultural

Começaram no dia 2 deste mês as primeiras transmissões da televisão digital gratuita no Brasil. Inicialmente, somente a Região Metropolitana de São Paulo irá receber o sinal da novidade, mas ao longo de 2008, o governo federal prevê que todas as capitais brasileiras já sejam receptoras da tecnologia. Especialista no assunto, a diretora do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e autora do livro “Televisão Educativa: a Responsabilidade Pública e as Preferências do Espectador”, Mônica Fort, comenta como os novos recursos oferecidos pela televisão digital podem mudar a formação cultural brasileira.
Para Mônica, as principais mudanças não serão percebidas tão cedo. “Em 2003, o Brasil tinha cerca de 57 milhões de aparelhos de televisão. De lá para cá tivemos uma Copa do Mundo e os jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro, fatores que aumentam a compra de aparelhos. Trocar todos esses aparelhos, ou mesmo adaptá-los à nova tecnologia irá levar muito tempo. Além disso, ensinar as pessoas, acostumadas com os televisores antigos, a mexer com os novos aparelhos, também não será fácil”, explica.
Para ela, a principal mudança será na qualidade da medição dos índices de audiência. “Atualmente, as emissoras produzem em maior quantidade os programas que dão mais audiência. A partir do momento que a interação com a televisão e os programas for maior, o espectador deixará de ficar preso aos horários. Poderá gravar o programa que preferir independente do horário, e assistir nos momentos que puder. Infelizmente, a chamada ‘alfabetização televisiva’ nos ensinou a gostar dos programas que assistimos atualmente”, comenta.
A professora diz que se a população pretende mudar a programação da televisão, precisa se conscientizar do poder que tem, mesmo antes da chegada da televisão digital. “O simples gesto de desligar a televisão quando algum programa que lhe desagrade estiver sendo exibido, pode influenciar o processo de comunicação. Se a pessoa não gosta de novela, mas mesmo assim assiste, por falta de opção, garante que esse programa continue no ar”, afirma.
Entre as principais diferenças que o telespectador da televisão digital irá perceber, estão a melhora significativa na qualidade da imagem, a sensação de profundidade muito maior às cenas e mobilidade permitida. Segundo especialistas, será possível assistir aos programas em aparelhos de mão e até mesmo telefones celulares. Para receber o sinal da televisão digital, qualquer aparelho pode ser utilizado, desde que acoplado a um receptor digital.
(Fonte: Nota 10- Notícias de Educação)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Reflexões sobre a Escola

A escola dos bichos

Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo.
Para isto, eles organizaram uma escola.
A escola dos bichos estabeleceu um currículo de matérias que incluía correr, subir em árvores, em montanhas, nadar e voar.
Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam todas as matérias.O pato se deu muito bem em natação; até melhor que o professor !
Mas quase não passou de ano na aula de vôo, e estava indo muito mal na corrida.Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar um pouco de lado a natação e ter aulas extras de corrida.
Isto fez com que seus pés de pato ficassem muito doloridos, e o pato já não era mais tão bom nadador como antes.
Mas estava passando de ano, e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém - exceto, claro, ao pato.
O coelho era de longe o melhor corredor, no princípio, mas começou a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.
O esquilo era excelente em subida de árvore, mas enfrentava problemas constantes na aula de vôo, porque o professor insistia que ele precisava decolar do solo, e não de cima de um galho alto.
Com tanto esforço, ele tinha câimbras constantes, e foi apenas "regular" em alpinismo, e fraco em corrida.
A águia insistia em causar problemas, por mais que a punissem por desrespeito à autoridade.
Nas provas de subida de árvore era invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira...
Na natação deixou muito a desejar...Cada criatura tem capacidades e habilidades próprias, coisas que faz naturalmente bem.
Mas quando alguém o força a ocupar uma posição que não lhe serve, o sentimento de frustração e até culpa, provoca mediocridade e derrota total.
Um esquilo é um esquilo; nada mais do que um esquilo.
Se insistirmos em afastá-lo daquilo que ele faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um incapaz.
A águia faz uma bela figura no céu, mas é ridícula numa corrida a pé.
No chão, o coelho ganha sempre. A não ser, é claro, que a águia esteja com fome !
O que dizemos das criaturas da floresta vale para qualquer pessoa.
Deus não nos fez iguais. Ele nunca quis que fôssemos iguais.
Foi Ele quem planejou e projetou as nossas diferenças, nossas capacidades especiais.

Rubem Alves já dizia: "As inteligências dormem, inúteis são todas as tentativas de acordá-las por meio da força e das ameaças. As inteligências só entendem os argumentos do desejo. Elas são ferramentas e brinquedos do desejo..."
Acho que a história acima descrita, ainda que com suas peculiaridades, é a versão literária da teoria das Inteligências Múltiplas estudada por Gardner. Sem pretensão de fazer aqui um estudo desta teoria o que estamos nos propondo é fazer uma reflexão sobre a função da escola como instituição privilegiada de construção de conheciementos e saberes.

A escola ideal de Gardner baseia-se em algumas suposições:

  • Nem todas as pessoas têm os mesmos interesses e habilidades, nem aprendem da mesma maneira.
  • Ninguém pode aprender tudo o que há para ser aprendido.
  • A tarefa dos especialistas em avaliação seria a de tentar compreender as capacidades e interesses dos alunos de uma escola.
  • A tarefa do agente de currículo para o aluno seria a de ajudar a combinar os perfis, objetivos e interesses dos alunos a determinados currículos e determinados estilos de aprendizagem.
  • A tarefa do agente da escola-comunidade seria a de encontrar situações na comunidadedeterminadas pelas opções não disponíveis na escola, para as crianças que apresentam perfis cognitivos incomuns.

Um novo conjunto de papéis para os educadores deveria ser construído para transformar essas visões em realidade.

Todos os seres humanos normais possuem vários potenciais, mas por razões genéticas e ambientais, os indivíduos diferem notavelmente nos perfis particulares de inteligência que apresentam em qualquer momento dado de sua vida.

Conseguimos "preencher" nossos numerosos papéis e posições mais efetivamente porque as pessoas apresentam perfis de inteligências diferentes. Já está estabelecido que os indivíduos possuem mentes muito diferentes umas das outras. A educação deveria ser modelada de forma a responder a essas diferenças, deveria se tentar garantir que cada pessoa recebesse uma educação que maximizasse seu potencial intelectual, pois nenhum indivíduo pode dominar completamente nem mesmo um único corpo de conhecimentos, quanto mais toda a série de disciplinas e competências.

E novamente me aproprio das sábias palavras do educador Rubem Alves: "A tarefa do professor: mostrar a frutinha. Comê-la diante dos olhos dos alunos. Provocar a fome. Erotizar os olhos, fazê-los babar de desejo. Acordar a inteligência adormecida. Aí a cabeça fica grávida: prenhe de idéias. E quando a cabeça engravida não há nada que segure o corpo".

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Tchau escola!!!!!

Francesco Tonucci: Com Olhos de Criança

sábado, 22 de dezembro de 2007

Para pensar....

Precisamos ser lembrados a todo momento que somos mais felizes do que muitos, que temos mais do que muitos, que somos mais abençoados que muitos, que temos comida à mesa todos os dias, que temos um lar, uma família, um trabalho que nos garante dignidade, quando tantos mendigam um pedaço de pão ou apenas um pouco de carinho e atenção, que temos corpo perfeito, saúde, quando tantos adoecem e morrem desassistidos...Precisamos ser lembrados a todo momento que temos mais a agradecer do que pedir... Que não precisamos de tanto, na verdade talvez tenhamos bem mais do que necessitamos...Precisamos de exemplos como esse para percebermos o quanto temos e o quanto podemos ser melhores a cada dia, a cada novo ano, e que possamos transformar dificuldades em oportunidades...

video

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Desejos de Dias Melhores...

Amigos, final de ano chegando e a gente começa a fazer um balanço do ano que está indo embora e a programar metas para o que está chegando. O ano de 2007 foi um ano em que fiz muitos amigos. A blogosfera, mais do que um ambiente virtual de conhecimento é o lugar onde conhecemos pessoas e conquistamos amigos. Quero destacar aqui o trabalho com a Janete, mais do que parceira, uma amiga, que com profissionalismo e amor se dedica à uma causa muito especial, promover a aprendizagem e a inclusão de seus alunos. Com Augusto, um projeto e a participação em um congresso internacional e a certeza de que muito ainda temos por fazer juntos. Virtualmente também conheci Gládis Leal e o "Palavra Aberta", profissional por quem nutro grande admiração e inspiradora do "Blog Especial". Com o paulista Rubéns Leme e seu "Tecnologias Excepcionais para Pessoas Especiais" uma afinidade: dedicação à causa de pessoas com algum tipo de deficiência e ainda com o seu blog "Aprenda e Faça", encontrei apoio nas dificuldades mais técnicas, buscando dicas úteis e importantes sobre tecnologias e as mais diversas necessidades do mundo informatizado. Partilho com João Satucci, a prática da "Sala de Aula", os ideais de educação e o gosto pela crítica e pela reflexão. Tantos outros foram os contatos, tantas palavras carinhosas, tanto incentivo e apoio vindos dos mais diversos e longínquos espaços, certamente tornaram este ano diferente e especial. Queridos amigos, acho que já posso chamá-los assim, essa música traduz um pouco do meu afeto e carinho por todos vocês. E dias melhores pra todos nós.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O que é normose?

Não é por acaso, que escolhi esse tema como minha primeira postagem...
Li há poucos dias um artigo intitulado"O que é normose?" E a resposta " É a doença de ser normal" Ué! Alguns podem estar se perguntando: "E ser normal é ruim?" Parece um tanto contraditório isso e é. Não fomos sempre ensinados à não fugir às regras, a nos comportarmos como a maioria, a exibir comportamentos socialmente aceitos? E com certeza não raras foram as vezes que fomos punidos por corromper tais regras.

Percebo de forma ainda mais forte e cruel essa imposição na educação das mulheres. Desde muito cedo, as meninas são ensinadas como devem ou não se comportar, quais atitudes são próprias de meninas e quais não , e aquelas que ousam fugir à regra, por sua natureza ou mesmo por uma recusa dessa imposição arcam com as consequências de um comportamente despradonizado.


Nesse tipo de educação, não há espaço para a manifestação do eu interior, para os desejos da alma, para a espontaneidade, para o imprevisto, para o original, para o natural. Todas as ações necessitam passar antes pelo crivo social que determina o que é ou não aceito por uma maioria.

É a doença que torna medíocres os seres humanos, conduzindo à uma vida sem metas, sem fulgor, sem paz, sem significado, sem vigor, sem criatividade, sem felicidade. Um normótico é o tipo engendrado pela coletividade, por ela condicionado, e dela dependente. É o tipo tido por "normal" na sociedade em que vivemos. Normótico é o mesmificado, que, sempre buscando ajustar-se ao coletivo, perde sua identidade, e faz todas as concessões aderindo à dança dos modismos que se sucedem.

Segue abaixo um trecho do artigo da jornalista Martha Medeiros do Jornal Zero Hora- Porto Alegre sobre o tema:

O sujeito "normal" é sempre magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não-enquadramento.A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" por intermédio de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem forem todos.Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam se quisessem ser bem mais autênticos e felizes.

Iniciei esse texto falando da intencionalidade da escolha deste tem
a. A convivência diária com pessoas diferentes (chamem-os deficientes, excepcionais ou sujeitos com necessidades educativas especiais- prefiro me referir à eles apenas como diferentes) nos faz reconhecer, por uma lado, o alto preço que pagam por não se encaixarem em um padrão, numa cultura altamente homogeinizadora e preconceituosa; por outro, alegra-nos perceber o quanto são mais autênticos, mais livres e felizes. São o que são, sem máscaras, sem disfarces, sem ilusões. Vivem seus dias num eterno processo de desnormalização. Sem querer encontraram a fórmula para uma vida saudável e feliz.

Talvez tenhamos muito ainda a aprender com estes tantos diferentes que cruzam nossos caminhos, um bom começo talvez fosse aprendermos a olhá-los numa ótica que vê a diferença não como algo que inferioriza, mas apenas e tão somente como identificações subjetivas que fazem de cada ser humano pessoas únicas e especiais.

E talvez daqui pra frente (se é que você já não foi chamado um dia e talvez não tenha apreciado o adjetivo), você passe a não dar tanta importância se alguém, por acaso lhe chamar de esquisito... Você provavelmente esteja dizendo não à normose.
E viva a diferença!!!