sábado, 31 de maio de 2008

Pelo uso (consciente) da vírgula

Duas pessoas conversando. Uma diz: Como disse? E a outra: Como, disse. Quem usa internet com certa frequência já deve estar acostumado ao famoso internetês...opiniões diversas, a minha diz que é mais uma forma de linguagem, que cumpre bem a finalidade à qual se destina. Particularmente, só não gosto é daquela imensidade de deseinhos que se misturam às letras no MSN formando uma verdadeira carta enigmática, apavorante! Em vez de uma forma ágil de comunicação vira o oposto, acaba-se perdendo um tempão decifrando tantos códigos.
Até mesmo verdadeiros assassinatos à língua portuguesa são permitidos, afinal, ninguém vai interromper uma conversa para corrigir a pessoa do outro lado que escreveu "axo" ou "bixo", embora algumas vezes essa gramática desnormativa me cause verdadeiros arrepios.
Agora, se na internet vale a velha máxima que reza que o importante é comunicar, não dá pra dispensar o uso dos sinais de pontuação. Uma vírgula muda tudo. Numa dessas conversas informais, em determinado momento um colega dizia; "Ah! aquela outra doida..." No contexto da conversa, se ela era a outra doida a primeira era eu! Tudo bem que sou avessa à normose, mas aí a ser chamada de doida já é um pouco demais. Quase tive um surto até me convencer que a intenção era expressar: "Ah! aquela outra, doida"...
Navegando, encontrei uma comprovação para essa minha neurose gramatical em relação ao uso dos sinais de pontuação. Afinal de contas, uma vírgula muda tudo e o uso consciente deste recurso pode dissipar qualquer tipo de ambigüidade.
A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões...
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


E pode multiplicar doidas...E nesse caso a vírgula não é um elemento neutro. Uma vírgula muda tudo.
Para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

sábado, 24 de maio de 2008

Eu sou uma DIVA (???)

Fui surpreendida hoje com um selinho oferecido pela minha amiga Thaiza Montine lá do Quimilokos. (Será que isso tem a ver com esta indicação??? Quimilokos (...) de louco todo mundo tem um pouco...) Brincadeirinha amiga! É porque Divas pra mim lembram figuras ilustres, a saber: Madonna, Paris Hilton, Céline Dion... superpoderosas, ricas, lindas, famosas... ou modelos de comercial de sabonete LUX. Por aí já dá pra ver que nessa categoria e com esse conceito essa pessoinha aqui está descartada. Mas como estou recebendo, esse conceito aí já deve estar ultrapassado... enfim, não sei quais características, qualificações, virtudes ou adjetivos me valeram esse título, mas posso dizer que já estou "me achando" quer dizer, me sentindo a própria. Adorei!!! EU SOU UMA DIVA!!!! nem que seja DIVAgando!!!
Prometo que logo, logo faço as minhas indicações, mas antes preciso refinar o meu conceito.

Autistando...

Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente a mudança de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino,
estou sendo agressivo.
Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feito por mim, estou usando-a como ferramenta.
Quando numa conversa, me desligo "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.
Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer,
posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo.
Quanto fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo como o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida,
estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos,
estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs,
estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões,
estou demonstrando não ter medo de perigos reais.
Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas,
estou tendo comportamento indiferente.
Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair,
estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas.
Uns mais, outros menos.
O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.
Scheilla Abbud Vieira
Os trechos em negritos são alguns dos principais sintomas da Síndrome do Autismo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Pais e Professores: Quem ensina e quem educa?

duas mãos em ato de cumprimento Pais são de marte, professores são de vênus. Recebi um texto com este título esta semana em uma reunião de pais. Discordei, embora perceba que de fato existe uma forte tendência idiossincrática que coloca pais de um lado e professores de outro como se cada um fosse guiado por interesses próprios e específicos. Quem educa e quem ensina? Seria essa divisão de funções necessária? Creio que não. Penso que pais e professores precisam assumir ambos esses papéis.
Em destaque, alguns recortes do texto:
Pais querem que os filhos estejam bem preparados, professores querem que os alunos aprendam.
Eu diria: Pais e educadores devem ter como objetivo formar filhos e alunos bem preparados para a vida, respeitando suas possibilidades. Muitos destes talvez não atinjam os níveis de escolarização por nós desejados, ainda assim é necessário dotá-los de competências e habilidades de modo a prepará-los da melhor forma possível para a convivência e sobrevivência em sociedade.
É função da escola mostrar para a família as regras.
Famílias têm suas próprias regras, assim como qualquer outra organização. Isso não é função da escola. É função da escola formar o cidadão, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o aluno solidário, crítico, ético e participativo.
Para formar o adulto bem preparado é preciso ser exigente.
Para formar o adulto bem preparado é preciso exigir, conscientizar, envolver, amar,conhecer, ouvir, orientar, refletir, observar, comprometer-se, auxiliar, respeitar...
Na primeira nota baixa do aluno o pai vem reclamar. Pai quer resultado mas não quer cobrança.
Discurso generalizante e reducionista. Muitos pais querem entender o que aquela nota representa e o que fazer para auxiliar os filhos. Muitos querem entender justamente para não precisarem ser cobrados pela falta de atenção com os filhos. Não são os pais que não gostam de ser cobrados, acaso professores gostam?
Em casa a criança é especial e, na escola faz parte de um grupo e precisa obedecer à regras.
Em casa e na escola a criança deve ser especial e precisa obedecer à regras.
Os pais querem o bem dos filhos, concentram-se nos desejos deles e pensam no imediato,enquanto os professores querem educar a coletividade e para o futuro.
Generalizante dos dois lados.
Pai e mãe não são amiguinhos. Eles têm papel pesado de cobrar e delimitar espaço.
Pai e mãe, além de serem amigos, devem cobrar e delimitar espaço.
Um dos maiores conflitos entre pais e professores vem da dificuldade que é para os pais ouvirem outra pessoa falar de seus filhos.
Acaso os professores conseguem essa proeza enquanto pais?
Professores não podem obrigar os alunos a querer aprender.
Nem professores, nem pais, mas ambos podem estimular a criança ao prazer da descoberta e do aprender.
Essa impossibilidade de conviverem num mesmo espaço reside na compreensão e diferenciação do que significa ser professor e ser educador, que apesar de se confundirem no cenário da escola são seres absolutamentes distintos, que habitam espaços realmente diferentes, com visões e metas igualmente diferenciadas.
Professor como mero transmissor de conhecimentos já não cabe nesta era denominada tecnológica. Para transmitir conhecimentos pura e simplesmente, convenhamos que existem recursos bem mais atrativos e instigantes.
Enquanto pais e professores habitarem espaços diferentes não haverá educação de qualidade. É necessário que estes através de um diálogo aberto possam estar em rotas paralelas e não em rotas de colisão.

domingo, 11 de maio de 2008

Sobre Educação...Agora dos filhos.

Acho que essa mensagem cai muito bem neste dia das mães...
Mães, do Pedro Bial.

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos,
sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.
Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.
Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido.
Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso.
Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu:
“Mas talvez já seja muito tarde!”.
Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público.
Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!
Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças
e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filhotipo promessa que não pode ser cumprida, etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez
em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.
O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa,
mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.
Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler? Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro.
A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para
instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos,
com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa. Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc... Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar,
pode alegar que precisa estudarpara evitar aquela tortura deficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.
Só gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia. Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes!
Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três.
Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.
Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel só se você der. Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente,
ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:
“Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?” OK, dá.
Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe,
de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa.
Mas só até domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.
Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. Portanto, vá anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra. Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.
Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha.
Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões,
se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens
como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais.
Ria das histórias deles e não conte nenhuma sua. Mãe não tem passado.
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar,
tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo,
seus filhos vão adorar e depois dessa festa,
vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.
Cruel? Não... apenas verdade.
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Câmera Mouse - A tecnologia promovendo Inclusão

Descobri esta semana uma nova tecnologia que vem sendo utilizada em pessoas com tetraplegia. Estima-se que 2 milhões de pessoas convivem com lesões medulares (SCI) e a cada 49 min uma outra sofre nova lesão. Desse total, 48,7% ficam tetraplégicos.
Com a impossibilidade de utilizar os membros superiores, as pessoas tetraplégicas ficam privadas do uso dos computadores pessoais. Visando criar um novo dispositivo de entrada independente das mãos, projetou-se um sistema de controle para cursor de mouse por meio do movimento da cabeça de um usuário posicionado à frente de um computador rodando no sistema operacional Windows 95 (ou superior). Sobre o monitor, coloca-se uma câmera de vídeo colorida (padrão NTSC- webcan) que captura imagens da cabeça do usuário e, utilizando técnicas de processamento digital de imagens (PDI), converte-as em informações necessárias para que o cursor do mouse se desloque na direção solicitada.
No projeto desenvolvido, uma fita, do tipo testeira esportiva, é colocada na cabeça do usuário. No centro desta fita, há um círculo pintado de azul, que é o ponto de referência que a câmera de vídeo deve procurar quando captura uma imagem. Esta busca pelo centróide é realizada utilizando técnicas de PDI.
Uma vez localizada a coordenada, o cursor do mouse é deslocado para a sua nova posição, que é proporcional ao deslocamento do centróide do círculo na imagem capturada. Qualquer movimento da cabeça, horizontal e/ou vertical, desloca o círculo fixado na testeira. Como a câmera de vídeo está recebendo imagens do usuário, este deslocamento refletir-se-á nas imagens, fazendo com que o centróide do círculo mude de coordenada. Esta mudança afetará, proporcionalmente, a posição do cursor do mouse na tela do computador. O clique simples do mouse é emulado quando o usuário fica pelo menos n segundos sem mover a cabeça e o duplo clique quando fica n+1 segundos.
O download desse programa pode ser feito nesta entrada aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Torre de Hanoi

Mais uma atividade que considero excelente para trabalhar com alunos com deficiência intelectual, por dar ao professor a possibilidade de acompanhar o processo de raciocínio do aluno e a capacidade de resolução de problemas. Pode-se começar com um número reduzido de discos e ir aumentando o grau de complexidade conforme o aluno for superando as dificuldades.
As Torres de Hanói são um quebra-cabeças que consiste em uma base contendo três pinos, onde num deles, são dispostos sete discos uns sobre os outros, em ordem crescente de diâmetro, de cima para baixo. O problema consiste em passar todos os discos de um pino para outro qualquer, usando um dos pinos como auxiliar, de maneira que um disco maior nunca fique em cima de outro menor em nenhuma situação. O número de discos pode variar sendo que o mais simples contém apenas três.

As Torres de Hanói tem sido tradicionalmente considerada como um procedimento para avaliação da capacidade de memória de trabalho, e principalmente de planejamento e solução de problemas.

A Lenda
Existem várias lendas a respeito da origem do jogo, a mais conhecida diz respeito a um templo cosmopolita holandês, situado no centro do universo sub-aquático oceanico. Diz-se que Brahma supostamente havia criado uma torre com 64 discos de ouro e mais duas estacas equilibradas sobre uma plataforma. Brahma ordenara-lhes que movessem todos os discos de uma estaca para outra segundo as suas instruções. As regras eram simples: apenas um disco poderia ser movido por vez e nunca um disco maior deveria ficar por cima de um disco menor. Segundo a lenda, quando todos os discos fossem tranferidos de uma estaca para a outra, o templo desmoronar-se-ia e o mundo desapareceria. Hans supostamente inspirou-se na lenda para construir o jogo, o qual tornou-se muito popular na China Oriental.

Soluções:
Solução do problema com uma torre de quatro discos.É interessante observar que o número mínimo de "movimentos" para conseguir transferir todos os discos da primeira estaca à terceira é 2n-1, sendo n o número de discos. logo:

Para solucionar um hanoi de 3 discos, são necessários 2³ -1 movimentos = 7 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 7 discos, são necessários 127 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 15 discos, são necessários 32.767 movimentos.

Para solucionar um hanoi de 64 discos, como diz a lenda, são necessários 18.446.744.073.709.551.615 movimentos.

Você pode jogar aqui ou aqui ou fazer o download aqui. Uma dica do meu amigo Frederico do Teia é que o jogo também pode ser acessado através do GCompris que sugeri alguns posts abaixo.